Sim, estamos numa bolha… de empreendedores.

Out 2

Existe um problema sério no mercado brasileiro de startups. Quando percebemos esse problema há pouco mais de um ano, andamos no que todos considerariam a contra-mão do mercado e reduzimos muito nossas previsões para as novas chamadas, além de passarmos a aceitar menos empresas na Aceleradora. Passamos também a reduzir a participação em eventos que não fossem focados em capacitação, e passamos a fazer nossos próprios eventos com palestras e mentoring. Pra que tudo isso?

Porque enquanto o mercado financeiro está preocupado com a bolha nos IPOs, os VCs e angels preocupados com a bolha de valuation das startups, nós aqui da Aceleradora estamos preocupados com a bolha de empreendedores.

Problema 1 – Falta de boas referências

Empreender não é fácil. Criar uma startup não significa ter uma ideia, juntar um time, pagar R$ 15 mil por um MVP feito em 10 dias, fazer um canvas e procurar investimento. É provar a si mesmo com números, um dia de cada vez, que a estratégia de hoje está convertendo mais vendas que as anteriores, e os custos não estão crescendo na mesma proporção. Isso literalmente é a busca por um modelo de negócios escalável e repetível.


Startupeiro pegando carona com a mídia no maravilhoso mundo das startups

A mídia passou a dar grande atenção às startups, e hoje você ouve falar disso em todos os jornais e revistas, em video ou impressos. O problema é que a mídia não está preocupada em diferenciar referências boas das ruins – ela quer contar histórias que dão audiência. E o que o empreendedor precisa não é dar audiência para a mídia, mas sim de exemplos concretos de como sua startup pode dar certo. Empreender é 99% transpiração, e 1% inspiração.

Problema 2 – Eventos sem capacitação

Cada vez mais pessoas sem nenhuma (ou com muito pouca) experiência empreendedora montam eventos para atender à demanda motivacional dos empreendedores iniciantes. Obviamente, quem está começando quer reforços de que está no caminho certo… e se alguém quer alguma coisa, basta cobrar para entregar o que ela quer. É isso que vem alimentando as dezenas de eventos de “Encontre investidores”, “Faça seu pitch” e rodas de negócios que quase nunca vão levar a um resultado útil. Já fazem até tirinhas sobre isso.


Empreendedor recebendo os parabéns em uma competição de startups

O problema com eventos que incentivam a motivação e o empreender per se, é que empresas são formadas de sócios, negócios, contratos de venda e todas as dificuldades que aparecem quando uma startup começa a crescer. Só que após o evento, não existe apoio com consistência para suportar o resultado das dezenas de apps e features criadas… que não resolvem o problema de ninguém. Frequente eventos de capacitação e networking, e cuidado com os tapinhas nas costas pela sua ótima ideia.

Problema 3 – Foco demais em investimento

Um outro problema decorrente de eventos como esses é o foco excessivo em levantar investimentos. Investidores até gostam da ebulição na cena de startups, mas a oferta de projetos é tão grande que não há diferenciação ao aborda-los. Você e mais 23 outras pessoas vão falar rapidamente com o investidor e trocar cartões, mas assim como na balada, assediar alguém explicitamente dizendo “eu quero o que você tem” raramente gera um resultado eficiente.


Dando uma lustrada nos slides para mostrar ao investidor

O que piora essa situação no Brasil é a cultura paternalista em relação ao dinheiro: ela gera um tsunami de pessoas que acham que empreender é ter uma ideia e bater na porta de consultores, aceleradoras e investidores pedindo “ajuda para transformar essa inovação em um negócio multimilionário”… E cada vez com menos critério, devido à disseminação de conceitos errados pela mídia (como a chamada do Fantástico “um anjo pode estar nas ruas aguardando com R$ 100 mil em troca da sua ideia”).

E agora?

Se você acha que estamos exagerando, até a Inc.com decidiu falar sobre isso (você pode ler mais aqui). Lendo o artigo, acho que finalmente temos um momento em que o Brasil não está atrasado em relação aos EUA: a corrida do ouro dos novos empreendedores.

Sim, empreendedores podem mudar o mundo. Mas se usarmos uma visão capitalista, assim como uma linguagem de programação é uma ferramenta para um programador criar um site na Web, empreendedores são ferramentas para VCs fazerem dinheiro… (você não quer um aporte? Então!) Se considerarmos um Hype Cycle de empreendedorismo no Brasil, estamos chegando ao Pico das Expectativas Infladas:

Agora é se capacitar, trocar informações e aprender – mas sempre lembrando que as chances de você estar errado são de 99,99%. Meetups, palestras, treinamentos e até mesmo o grupo de startups da Ledface podem ajudar, desde que não estimulem sua auto-indulgência – e sim desafiem você a provar que está errado e melhorar sempre.

Na Aceleradora, não vamos parar de contribuir com mentoring e capacitação para empreendedores em todo o Brasil, mas devido à bolha de empreendedores, decidimos que a chamada de setembro foi nossa última chamada aberta de startups. A partir de agora, vamos ser muito mais criteriosos ao escolhermos projetos para aceleração: é o único jeito que encontramos para gerar resultados em menos tempo, e também para encarar o Vale da Desilusão que se aproxima.

Winter is coming.




76 Comments

  1. Marcelio Leal
    Out 2

    Muito bem colocado o post.

    Só acrescento que talvez os eventos pudessem incentivar as pessoas a conversar mais, discutir mais, se conhecer… Acho que isso podia gerar resultados melhores. É complicado ir num evento hoje de startups, se você chega numa roda de networking incentivado e não tem um projeto, não é investidor ou não está procurando investimento, estranham você :)

    Acho que se a comunidade de empreendedores se conhecer melhor, melhores empresas podem vir por ai, nós sabemos que os gaps estão por todas as partes, só precisamos evoluir no conhecimento e formar equipes melhores.

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  2. Pedro Cruz
    Out 2

    Yuri, você posta pouco (infelizmente), mas sempre posta bem. Usei esse gráfico em uma palestra recente para falar sobre o percurso da Navegg até onde estamos hoje, duvido que seja conhecido da maioria.
    Olhando o “ecossistema”, vejo muito empreendedor iludido e mentor-acelerador-investidor-anjo com o olho gordo demais e talento de menos para valer as diluições que pedem. Uma pena porque existem realmente boas idéias, mercado e capacidade de execução.
    Parabéns. Pelo post e um abraço.

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  3. Gian Carlo Martinelli
    Out 2

    Parabéns pelo post Yuri. Seu trabalho (e de outros) é que pode garantir que o pico de expectativas seja atingido um pouco mais tarde, ou que ele seja curto e de baixo impacto; acelerando a indústria para a ladeira da iluminação (‘no pun intended’).

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    • yuri
      Out 2

      Gian, eu já acho que o negócio é acelerar logo pra descer a montanha-russa – e trabalharmos sossegados quando a atenção exagerada acabar.

      Reply
      • Gian Carlo Martinelli
        Out 2

        quanto menor a queda, melhor pra todo mundo :)

        Reply
  4. Rafael Oliveira
    Out 2

    Yuri, cabe aqui um bom artigo do Paul Stamatiou, no Techcrunch:

    First time startup entrepreneus: Stop Fuckin Around
    http://techcrunch.com/2012/08/05/first-time-startup-entrepreneurs-stop-fucking-around/

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  5. Thales Ceolin
    Out 3

    Que tal um post com as estatísticas estilo Sebrae? De quantos projetos que recebem, se tornam realidade? E quantos desses que se tornam realidade tem pelo menos algum faturamento? Show me the money!

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    • yuri
      Out 3

      Thales, não entendi exatamente o que você quer, mas vamos soltar algumas estatísticas em breve. Quanto aos projetos da Aceleradora, não é todo mundo que gosta de tornar aberto o faturamento da própria empresa… mas a Ledface, Crowdtest, Youcast e outros aqui da Aceleradora estão ou faturando bem ou quaase começando a ganhar dinheiro de verdade.

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      • Thales Ceolin
        Out 3

        Yuri, realmente não fui claro. Acho que estou lendo tanto em inglês que estou esquecendo do Portugues. :P
        O que eu queria sugerir, é de fazer estatísticas do tipo:

        Recebemos 100 projetos por mês. Desses 100, 20 tiveram o MVP pronto dentro de 6 meses. Dessas 20, 3 faturam mais de 300 mil por mês.

        Está cheio de post motivacional pra todo lado, mas tem que ter quem faça os que mostram a realidade ;)

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        • yuri
          Out 3

          Entendi. Recebemos 80 projetos por semana. Desses, somente 30 podem ser considerados potenciais startups (mesmo que não façam ideia do modelo de negócio que estão procurando). Desses 30, somente 1 sabe _de verdade_ o que é um MVP. Acho que isso já ajuda!

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  6. Brynner Ferreira
    Out 3

    Concordo totalmente.

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  7. Roberto Mascarenhas Braga
    Out 3

    Gosto muito desse gráfico também, similar ao do post: http://ash.wpengine.netdna-cdn.com/wp-content/uploads/2011/09/Screen-Shot-2011-09-19-at-10.43.43-AM.png

    IMHO, educação é o caminho. É notável a diferença de empreendedores que passaram por bons programas de mentoria e aceleração. Nós, empreendedores, geralmente valorizamos demais os exemplos fora da curva (Gates, Jobs, Zuckerberg) e esquecemos de fazer o “feijão com arroz”: bom time, bom produto, tração.

    E apenas começou ;)

    Parabéns pelo bom post.

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  8. Maximiliano De Muro
    Out 3

    Ótimo artigo. Deixe-me repetir: Ótimo artigo. Sua referência a Hype Cycle é real. Chapeu!

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  9. Cassio Spina
    Out 3

    Oi Yuri.
    Muito bom o seu post. Eu tento bater continuamente na tecla capacitação+execução, pois infelizmente a maioria dos casos realmente deixa muito a desejar, mas o que anima são as exceções, aqueles que fazem sua “lição de casa” bem feita. A esperança é que estes sirvam de modelo para que outros possam também atingir um patamar mínimo.
    E a sua solução, adaptar-se, é o caminho.
    Abraços.
    Cassio

    Reply
  10. Marcio Saito
    Out 3

    Ótimo artigo. O Hype Cycle é como a Gartner modela a adoção de tecnologia ou a evolução de uma tendência nova sujeita a inércia de mercado.

    Para quebrar a resistência estática (nesse caso a virgindade do mercado Brasileiro de startups), a força do “hype cycle” é uma necessidade. O problema de qualquer força sem balanço é que o pêndulo vai oscilar antes de estabilizar.

    O modelo nos ajuda a entender, mas não julgar. A bolha a qual o Yuri se refere, na minha opnião, não é nem boa nem ruim. É parte do processo normal de amadurecimento. Vamos sair machucados, mas mais fortes da desilusão que os primeiros já estão vendo.

    Reply
    • yuri
      Out 3

      Marcio, obrigado por permitir a licença poética do Hype Cycle :) E sim, faz parte do processo de desenvolvimento, mas é que estou falando com gente demais em muitas regiões brasileiras ao mesmo tempo… e isso não está criando um ciclo virtuoso.

      Reply
  11. Thiago Paiva
    Out 3

    Primeiro de tudo, Yuri, seus posts são raros mais são interessantes, normalmente provocantes! =)

    Mas vamos ao que interessa, eu discordo de você, não acho que estamos numa bolha e explico o porquê.

    Uma bolha acontece quando existem expectativas demais em torno de alguma coisa mas que essas expectativas podem causar um grande problema ao ecossistema quando elas se ajustam.

    Ainda não temos dinheiro suficiente aqui no Brasil em empreendedores que não vão entregar para isso acontecer e nem os valuations das empresas estão tão altos para causarem danos maiores (repare no Ainda).

    O que eu acredito é que estamos passando por um Hype Empreendedor, que são explicados pelos motivos que você citou acima, mas essa Hype vai passar e vão ficar apenas os empreendedores de verdade. Os outros vão voltar (ou continuar) nos seus empregos como se nada tivesse acontecido.

    Por isso que eu acho que não estamos numa bolha, simplesmente porque quando o mercado se ajustar não vai causar um estrago grande. Posso até estar errado, mas não vejo sinais reais de uma bolha! Quem sabe estamos numa mini bolha! heheh

    O que acha?

    Reply
    • yuri
      Out 3

      Não estou discutindo bolha de investimento ou bolha de valuation… Usando sua própria definição (bubble 101), uma bolha acontece quando existem expectativas demais em torno de alguma coisa mas que essas expectativas podem causar um grande problema ao ecossistema quando elas se ajustam. Portanto, se você acha que não está sendo criada expectativa demais em torno dos empreendedores brasileiros, e que essas expectativas JÁ NÃO ESTÃO causando um grande problema ao ecossistema hoje, tem alguma coisa errada ou você está com uma amostra viciada do egossistema brasileiro.

      Reply
      • Thiago Paiva
        Out 3

        Yuri, eu vejo o que está acontecendo com o empreendedorismo o que acontece com qualquer mercado que tem potencial. Depois de uns pioneiros, você tem diversos seguidores que estão lá apenas para tentar ganhar um pouco da fatia do bolo e que depois que verem que não é tão fácil assim o mercado se consolida e grande parte vai embora.

        Isso acontece em todo o mercado e é um movimento natural, cria-se uma expectativa acima do “normal” e depois se estabiliza, mas não considero isso é uma bolha. Uma bolha seria se todo mundo tivesse criando altas expectativas e que isso fizesse com que muitas pessoas tomassem decisões “estúpidas” devido a essa expectativa atificialmente inflada.

        Mas eu não discordo de você quanto aos pontos citados.

        Reply
  12. João Gabriel Chebante
    Out 3

    Achei fantástico o post e irei compartilhar.
    Mas atenção às terminologias. Quando fala-se de bolha de empreendedores não se pode levar em consideração empreende somente startups no país.

    Até acredito que há um oba-oba formidável em torno de criar startups, e toda crítica faz sentido. Problema é que a criançada, bem como investidores, aceleradores e todo os stakeholders ainda sofrem de miopia ao simplesmente replicar o que vêem no Silício. O Brasil possui outras oportunidades empreendedoras que a maioria não vê – negócios sociais, esportes (em vias de grandes eventos), sustentabilidade, classes emergentes…

    Precisamos criar um ambiente brasileiro de novos negócios, sejam eles virtuais ou não. Isso inclui a catequese da garotada e de quem almeja apoiar com visão de mercado ou $$$. Estamos em vôo de rapina ao sermos pessoas da classe média-alta vendo filmes e histórias da Inc, Tech Crunch e Mashable e simplesmente replicando em território nacional. #FicaADica

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  13. Bob Wollheim
    Out 3

    Muito bom Yuri. Seu alerta é verdadeiro e faz sentido mas… sempre existem mas… muitos negócios bons surgem em momentos de booms (ou bolhas, como você prefere)…. e ainda prefiro um boom (ou bolha) que abra muitas oportunidades e depois depure algumas poucas, do que o contrário. Além dos eventos, vejo também que uma boa parte dos empreendedores não são empreendedores de fato… são pessoas que se dizem empreendedores (na moda, no hype ou na bolha), mas na real são estudantes, executivos de empresas (que não são deles) ou fazedores de eventos (muitos desses que você sugere que são maléficos)… Fiz um artigo no ProXXIma sobre isso: http://www.proxxima.com.br/proxxima/negocios/noticia/2012/09/17/Qual-o-seu-tipo-de-empreendedor

    Parabéns pela coragem de colocar os pingos nos is!

    Bob

    Reply
    • Felipe de Araújo
      Out 3

      Bob, se essa galera (estudantes) que está se levantando para empreender (ou pelo menos tentar) não são empreendedores de fato, gostaria de saber o que essa turma precisa pra chegar a esse nível de maturidade de um empreendedor de fato.

      Abs.
      Felipe de Araujo

      Reply
  14. Mauricio de Chiaro
    Out 3

    Belo post, Yuri. Como venho do mercado financeiro, recomendo a leitura do livro “Devil Take the Hindmost”. Como em qualquer bolha perde-se a noção de “preço”. Claramente hoje está se dando muito mais peso às idéias do que à execução. Também tirei o pé há algum tempo e mudei a dedicação aos projetos que tem comprovado capacidade de execução (Canal do Crédito e Forcefield), mantendo outros dois que já tinha na carteira. Vai ser crucial ter a capacidade de enxergar o real valor das coisas daqui para frente (=tirar o ruído). No fundo no fundo, estamos caminhando por um learning curve (como País…) e o funil vai ficando cada vez mais complicado pra quem vem depois.

    Reply
  15. Tiana leal
    Out 3

    Muito bom o artigo. Conceitos reais do cotidiano da maioria dos empreendedores. Nos dá coragem para continuar. Parabéns!

    Reply
  16. Gustavo Bomfim
    Out 3

    Falou tudo. É exatamente isto que esta acontecendo, quase eu caia na ilusão que tinha que ter foco em receber um investimento do que vender para meu cliente, Estava trabalhando em um produto para agradar o investidor e não o cliente. Seu texto ajuda muito a abrir o olho e não criar a ilusão de que tudo vai dar certo com o investimento, além de cobrar dos empreendedores dedicação em criar um modelo de negócios que venda, vale deixar bem explicito uma coisa que você citou e isto é a essencia da startup “modelo de negócios escalável e repetível”.

    Abraços e bom trabalho na busca das startups.

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  17. Leandro de Paula
    Out 3

    Obrigado Yuri.

    Começo agradecendo, porque é o post que precisamos ler, gravar e reler todos os dias.
    Se analisarmos o momento atual de uma maneira grosseira, podemos ver que o movimento atual, impulsionado principalmente pela mídia, nada mais é que o mesmo movimento acerca do MBA há poucos anos atrás.
    Milhares de pessoas gastando o dinheiro que nem tem, em busca de uma colocação melhor de trabalho, garantia essa dada pelo diploma em baixo do braço.
    Hoje, vejo que está acontecendo algo que sempre martelamos nas reuniões e encontros de networking e discussões: empreender pelos motivos errados.
    Círculo vicioso de idéia + investimento = sucesso.
    Acho que aquele que se propõe a ser de fato um empreendedor, deve fazer a si mesmo uma pergunta muito simples: estou gerando algum valor para a sociedade? É meio caminho andado!

    Abs,
    Leandro.
    about.me/leandrodipaula

    Reply
  18. Josué Vitor
    Out 3

    Yuri, parabéns pela clareza da dura realidade que os novos empreendedores terão de enfrentar mais cedo ou tarde. Muitos vivem em uma ilusão e eventos de massagear egos e não de críticas verdadeiras sobre a sustentabilidade de seus negócios. É por isso e outros fatores que na condição de professor/pesquisador, estou pesquisando sobre este fenômeno.

    Reply
  19. Harlley Oliveira
    Out 3

    Ótimo artigo. Acho que o que ainda falta para muitos “empreendedores” é cair a ficha que o principal investidor é o cliente.

    Reply
  20. Mikael Araújo
    Out 3

    Belo post Yuri! Parabéns. Concordo com você! Inclusive na ordem em que você pôs os tópicos. Aqui no Ceará está acontecendo exatamente isso. Não há referências, a “capacitação” que ocorre nos eventos é de baixa qualidade e o foco dos eventos na maioria dos casos é voltado para a busca de investimentos.
    Você esteve por aqui e viu como o cenário era bem virgem. Ele continua virgem, mas agora anda cheio de expectativas elevadíssimas. Instituições querendo se adaptar, professores universitários correndo em busca de mais informação, ligas de empreendedorismo “inovador” sendo criadas. Isso tudo no frigir dos ovos acaba no Pico das Expectativas Infladas. É onde (como dizemos por aqui): “O galho vai balançar, vão cair os macaquinhos e ficar só os gorilas”.
    Essa alta exposição é interessante. Mas quando chegar o Vale da desilusão, teremos que juntar vários cacos. É bom se preparar, pois o inverno está chegando.

    Reply
  21. Daniel Uchôa
    Out 3

    Como sempre, muito bom Yuri! Acredito que filtro será feito naturalmente, com o tempo. A necessidade ensinará a dar menos atenção ao investimento, focar no mercado, e a ignorar esse falso glamour que a mídia gera. Faz parte do aprendizado, daqui a uns dois anos o cenário será bem interessante! Abs!

    Reply
  22. Marcio Brito
    Out 3

    Ótimo post Yuri.
    É nesse contexto que o Sebrae se insere como indutor no desenvolvimento do espírito empreendedor e disseminador de conhecimento sobre gestão empresarial, potencializando cada vez mais a transformação de ideias em negócios.
    Grande abraço!

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  23. Fábio
    Out 3

    Esses dias falei com um amigo que:
    - Existem mais aceleradoras e startups que boas idéias
    - Praticamente 90% das startups não tem modelo de negócio, não vendem nada e não sabem qual seria uma fonte de receita.

    Reply
  24. Bruno Bertapeli
    Out 3

    Pois é. Eu concordo em partes, pois realmente há muita expectativa e vai haver MUITO POUCO resultado. E isso vai ser notado muito em breve.
    Mas não haverá muitos danos, pelo simples fato de que o “investimento” só existe nos títulos de notícias na mídia ou dos nomes dos eventos para startups. Exceto raros casos.
    Eu, felizmente consegui notar isso muito rapidamente. Quando comecei a desenvolver minha startup eu corri igual louco atrás de investimento, mas nesse meio tempo li muito, assisti muitos vídeos e hoje quem não quer investimento sou eu.
    Eu até fui para um destes eventos em Blumenau-SC, 900km daqui, e de carro.. tamanha era a vontade de conseguir investimento.
    De o único investimento que trouxe foram alguns contatos e algumas palavras do dono deste post.
    O conhecimento vale muito mais do que qualquer investimento.

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  25. Manoel Pimentel
    Out 3

    Olá, ótimo texto. Empreender é algo que pode ser extremamente bom se for feito de forma consciente. Corroborando com o seu artigo, gostaria de compartilhar um texto que escrevi há algum tempo, o título desse artigo é Startup virou coisa de moleque – http://www.crafters.com.br/blog/2012/03/startup-coisa-de-moleque

    Obrigado e Parabéns :-)

    Reply
  26. Valder Zacarkim
    Out 3

    Excelente post!

    Embora eu concorde com a ideia de bolha empreendedora e com a falta de referência no Brasil, devo dizer que todos os eventos que participei foram fundamentais para o meu amadurecimento como empreendedor. Todos eles, mesmo sem capacitação, me deram bons exemplos de como fazer e como não fazer.

    Sem esse amadurecimento, meu produto não teria sido concebido da forma que foi e eu não teria metade do networking e experiência que tenho hoje com relação a criação de um produto.

    Então, para quem está querendo empreender, com bolha ou sem bolha, vale a pena participar de eventos e buscar discutir as ideias. Desafios e eventos sobre empreendedorismo nunca são demais para quem está em busca fazer algo útil e grandioso.

    Reply
    • yuri
      Out 3

      Concordo, Valder! Eventos são importantes sim. É que como empreendedores têm diferentes mentalidades e estão em diferentes estágios de evolução, eles absorvem coisas diferentes dos eventos. Eu só me assusto com as expectativas infladas e a auto-condescendência pela falta de resultados.

      Reply
  27. Fabio Seixas
    Out 3

    Se isso tudo é verdade, que bom que chegamos ao Pico das Expectativas Infladas. Sinal de que estamos mais perto do Platô de Produtividade.

    Quem vai passar pelo Vale da Desilusão são os empreendedores de ocasição. Os empreendedores de verdade vão passar direto pro Platô de Produtividade.

    Copo meio cheio.

    Reply
  28. Leandro Faria
    Out 3

    Acho importante lembrar que a bolha não é só de empreendedores, é do escossistema em geral: empreendedores, aceleradoras, eventos, e até anjos. Acabei de receber um email assim: “venha ao evento XPTO, apresente seu pitch e receba investimento na hora”. De fato banalizaram o negócio.

    Reply
    • Yuri Gitahy
      Out 3

      orkutizou? :)

      Reply
      • Leandro Faria
        Out 3

        Exato! Este é o melhor termo, rs.

        Reply
  29. Luca Bastos
    Out 3

    Belo post.

    Acho que realmente devemos incentivar o empreendedorismo no Brasil e muitos como você, Yuri, não se cansam de fazê-lo.

    Mas as coisas por aqui são bem diferentes do Vale. Nossa legislação, nossa burocracia e principalmente o peso (e a conta) de falhar aqui são muito diferentes.

    Há por aí realmente muita gente pouco preparada que tudo indica tem mais chances de quebrar a cara do que os tradicionais 90% (que todo mundo cita sem comprovação).

    Por isso posts como o seu, como o http://exame.abril.com.br/pme/dicas-de-especialista/noticias/5-desafios-para-abrir-uma-startup-no-brasil e outros não devem ser encarados como pessimistas. Na verdade são alertas que devem estar sempre presente na mente de quem quer ter alguma chance de um dia “atravessar o Rubicão”

    Reply
  30. Leo Monte
    Out 3

    Belo post Yuri

    Reply
  31. Fernando Freitas Alves
    Out 3

    Lindo esse post!

    Eu sempre gostei de empreendedorismo mas de repente me vi dentro de uma cena maluca de startups. Tentei frequentar alguns eventos, conheci pessoas, mas vi que há muito falatório e poucas coisas concretas e resolvi me afastar. É muito difícil fazer sozinho, sim é. Mas arregaçar as mangas e fazer certamente dá mais resultado do que toda essa conversa mole de que precisa de investimento para a empresa crescer e enquanto esse investimento não vem nada é produzido. Acredito que o que preciso são clientes [Para muitos isso soa antiquado]

    Reply
  32. Osmar Oliveira
    Out 3

    Há diversos riscos de bolhas; basta observar qualquer setor produtivo no país para identificar sinais que delimitam a incapacidade de tornar a economia estável. Fora a intensa propaganda de política econômica, financiada em todos os meios de comunicação, que indica soluções simples e fáceis, que implicam uma fantasia de que as oportunidades para o empreendedorismo nunca foram tão diversificadas e sem riscos. Assim, estimula-se alguém que tem uma ideia a acreditar que isso se torna viável e simples através de serviços a serem prestados por agentes de análise, consultoria, assessoria e planejamento.

    Apesar de não ser um Expert em TI, observo apenas que esse Pico das Expectativas Infladas decorre principalmente da teoria da massa crítica, aplicada a qualquer tipo de atividade econômica. Sem mencionar todos os tipos de relações.
    A bolha é da essência do capitalismo; nada anormal, uma vez que o saneamento faz parte do equilíbrio sistêmico. Os abusos e a ignorância dos agentes e atores também! O afluxo e refluxo de capital, especulativo ou não, é uma eficiente bolha controlada. Assim, a bolha não é só de empreendedores, mas de aproveitadores também. Cabe a cada um separar o joio do trigo, obter um foco preciso sobre o mercado como um todo, pois onde a ideologia permeia a economia nada é garantido.

    Quebrar a cara é parte da aprendizagem; mas é hora de racionalizar e selecionar criteriosamente onde, quem, o que, quando e de que forma aprender sobre os obstáculos do empreendedorismo, ao invés de criar apenas expectativas falsas que tanto desiludem os corajosos que ousam enfrentar esse dragão mercado brasileiro! O SEBRAE é uma ferramenta , mas quem busca esclarecimento?

    É sinal que o mercado do empreendedorismo está se tornando mais maduro e mais sério também.

    Reply
  33. Adriana Souza Silva
    Out 3

    Excelente. Certeiro. Golaço esse post. Me lembrou alguém… – rs. Um beijo.

    Reply
  34. Guilherme Assis
    Out 3

    Eu sinceramente desisti de startups.
    Vocês criam tantas regras que ao invés de ajudar atrapalha e são tantas e cada uma com uma forma diferente que nosso projeto de empresa vai se definhando pra encaixar em todos

    No fim melhor andar com as próprias pernas e mandar vocês ‘a merda’ com o perdão da palavra.

    Vejo um monte de idéia imbecil e pouco rentável sendo lançada pelas agencias aceleradores, simplesmente por seguirem os padrões idiotas que vocês montam mas isso é contra produtivo e contra criativo.

    Se um cara é sozinho com uma idéia, toda mapeada, com o plano de negocios estudado, mas só está sozinho por simplesmente não ter recursos é simplesmente limado de mais de 90% dos processos, pior ainda são processos temáticos…

    …No fim o melhor é mesmo caminhar com as proprias pernas e ver o mercado babando por você quando grande e caro, melhor do que ficar mendigando migalhas e gastando tempo num processo tão frustrante e contra criativo como o das aceleradoras.

    Abraços

    Reply
    • Yuri Gitahy
      Out 3

      Guilherme, fiz questão de deixar seu comentário intacto ok? Sim, o melhor é andar com as próprias pernas e se virar sem apoio de investidores. E se você também está me mandando à merda, vamos juntos! Com o perdão da palavra. Abração :)

      Reply
      • Evandro Oliveira
        Out 3

        Tem gente que acha que é só pegar alguém com dinheiro para fazer o que ele quer e do jeito que ele quer. Se o dinheiro é meu, tem que por regras sim… Dá um projeto de financiamento do setor público para este pessoal… não conseguem nem preencher formulário online, não conseguem, nem precificar a hora de trabalho deles mesmo. COm dinheiro dos outros e sem compromisso de resultado até eu… Alguém tem dinheiro aí? Tenho ao menos meia dúzia de ideias/projetos/startups que são “campeãs” !!!

        Reply
  35. ana fontes
    Out 3

    De fato muito claro o seu post Yuri. Sou empreendedora há 4 anos e trabalho com empreendedores tb, pq tenho um coworking e uma rede para mulheres empreendedoras. Assim como tenho acompanhado a glamourização do empreendedor e sinto na pele porque vários amigos e empreendedores de primeira viagem me procuram para saber se o sucesso vem rápido. É dura a tarefa de não desmotivar,mas tb não glamourizar. Post perfeito !!!

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  36. Ricardo
    Out 3

    Gostei da matéria. Sou formado em PP e sei como é a ansiedade dos novos empreendedores. Porém, há de analisar todos esses fatores que foram dito na matéria. Não basta somente dinheiro, ou somente ideias, uma boa empresa tem que ser completo, prático e funcional. É aquela que preenche as necessidades do seu público-alvo. Como o amigo cima disse, também sou daqueles que vou sozinho, com meu modelo de negócio e meu planejamento, visando escalas, objetivos e o mais interessante, satisfação ao meu público.
    Meu site é um classificado de carros (http://www.carrosusadosbrasil.com.br) onde tenho grandes concorrentes. Espero futuramente alcançar meus objetivos com minhas estratégias e técnicas criando bons serviços com preço justo!

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  37. Roberto Fermino
    Out 3

    Tô até assustado com a repercussão deste post haha. Tadinho do Yuri que aguenta as centenas de pessoas desinformadas e que não fazem ideia do quão foda é pagar salário no final do mês.

    Ainda bem que eu conheço o Yuri que pisa no meu calo e serve de catalisador pra combustão :)

    Vamos que vamos!

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  38. Cadu de Castro Alves
    Out 3

    Muito bom, Yuri. Estava discutindo sobre isso com a Monique semana passada e você tirou um monte de palavras da minha boca. Inclusive, é bem provável que eu leve uma bronca (dela) por não ter publicado isso. =)

    IMHO, e como alguns amigos já citaram acima, acho que o que falta é capacitação para que as coisas realmente aconteçam. No mais, não vejo nada de novo em relação a “outros mercados”.

    Em concursos públicos, por exemplo, um monte de gente se inscreve, aumenta a relação candidato-vaga, a concorrência… mas os bons mesmo, são no máximo 5% da amostra (talvez nem isso). A corrida do ouro das start-ups, como você citou (adorei a expressão), é a mesma coisa, mas para o empreendedorismo. Se ainda não chegamos ao pico, estamos bem próximos e logo as coisas vão esfriar. E aí, só os fortes sobreviverão.

    Uma coisa que não consigo entender: não vejo tanta diferença entre uma startup e uma microempresa. Porém, qualquer site, blog ou livro que fale sobre elas, não cita (ou raramente cita), aspectos importantes sobre o dia-a-dia de uma empresa: operacional, administrativo, contábil, financeiro, contratação de funcionários, marketing, relacionamento com clientes, vendas, fora as porradas do dia-a-dia (que é o onde mais se aprende, por sinal). Porquê? Isso não é ruim?

    Disclaimer: o próximo parágrafo não tem relação alguma com nossa última conversa. =)

    Sei que posso parecer contraditório no que digo, já que faço um evento que parece induzir exatamente o contrário, mas a própria matéria do Fantástico, que não estava sob nosso controle (aliás, que mídia está?), deturpou completamente a proposta do Geeks On Beer. Foi ótima toda a exposição, mas fama não traz nada a não ser… fama. Momentânea. Passou. Felizmente. =)

    Bom, mais uma vez, parabéns pelo post e espero ver conteúdo assim em outros lugares, não só aqui. Assim como tem gente que só fala, fala, e não faz nada, tem muita gente com ótima visão, mas que guarda a opinião para si. Adoraria ver mais discussões como essa por aí. Só agregam valor para o ecossistema.

    Forte abraço, meu amigo. Nos vemos por aí. ;)

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    • Yuri Gitahy
      Out 3

      Cadu, valeu pelo feedback. Entendo que você não consiga diferenciar startup de microempresa, a grande maioria não consegue… É por isso que é importante ter colocado de 2 a 3 startups no ar do jeito certo pra entender a diferença. As ferramentas existem, mas precisam ser aplicadas direito. Os métodos estão aí, mas tem que saber o que tirar deles. Não tem mágica mesmo.

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  39. Evandro Oliveira
    Out 3

    Parabéns pelo artigo. Digno dos melhores empreendedores. Queria ter tido a oportunidade de apresentar à Aceleradora o projeto que te apresentei diretamente. Mas é isso aí… a bolha já estourou quando chegou à mídia global de Fantásticos e Anas Marias…

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  40. Mauricio Almeida
    Out 3

    E a bolha dos “investidores anjo”, gente que nunca viu a capa do Lean Startup na vida, tem algumas poucas dezenas de milhares de reais no banco e se diz VC?

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  41. Diego
    Out 3

    É natural ter mais gente querendo empreender. Tem muito dinheiro no mercado, ainda mais oportunidades, principalmente para clonar, algo que acho fantástico. O ponto que discordo é que lean startup não é silver bullet, e as startups que estão tendo mais sucesso no mercado hoje (baby, peixe, rockets, etc..) todas elas captaram antes mesmo de ter um site no ar. Logo, é natural os empreendedores quererem copiar estas referências, e não ficarem sonhando com o modelo lean startup, que notoriamente não funciona para startups consumer “clones” de modelos já provados lá fora. No Brasil, consumer web, quase sempre, vence quem levanta mais capital, e quem chega cedo. Temos vários casos de empresas que chegaram cedo mas não captaram na hora certa, e empresas que chegaram tarde, mas capitalizadas assumiram a liderança.

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  42. Adriano Oliveira
    Out 3

    Gostei do post. Só gostaria de acrescentar que o gráfico representa a expectativa do mercado com relação à adoção da tecnologia, onde atinge a maturidade de adoção no platô de produtividade. Ou seja, nem altas expectativas, nem desilusões. O empreendedorismo no Brasil está sim em um bom momento, e se faz necessário mirar no platô de produtividade, investindo nos bons projetos efetivamente.
    Além disso, empreendedor de verdade não se abala com esse tipo de análise, simplesmente bota sua idéia em prática. Se alguém realmente pensou em desistir de empreender lendo o post, que realmente pare agora pois não sabe o que é ser empreendedor. Abraços!

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  43. Raphael
    Out 4

    Post excelente! E a comparação com o Bubble Boy, impecável! Esses eventos são cheios de Bubble Boys!
    Criançada que nunca trabalhou e acham que são os “the one”.
    Outra coisa, sobre investimentos, existe uma lei universal: Se o troço(idéia + equipe) é tão bom assim e tem tanto futuro, não tem pq vender certo?
    Não entendo esse povo que tem como objetivo conseguir investimento alheio. É patético.
    Quando até o flanelinha dá dicas sobre startup e se acha investidor, é pq a bolha está estourando.

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  44. Rodrigo Dantas
    Out 4

    Eu acredito nessa bolha, mas também acredito que temos algum porém nessa bolha. Nem sempre uma boa idéia termina numa boa gestão. Nem sempre bons gestores são prontos para algo muito inovador. Existe sim um turbilhão de idéias e projetos rolando, milhares de estudantes, jovens empresários e empreendedores de fato, tentando implacar uma grande idéia.

    O grande erro ao meu ver que 95% só pensa em ficar rico e fazer fama. Quando sou consultado ou pedem minha simples opinião identifico se com qq idéia, qual o real sentido de ser empreendedor? Muita gente nem imagina que isso seriam seus fds comprometidos talvez pelos próximos 20 anos. A maioria deles só pensa no conforto ou na grana.

    Conheço pelo menos 10 nomes que não aparecem na mídia, que não teêm a tal fama e são exímios empreendedores.

    Se fosse aconselhar os angels, VCs e etc, eu sugeriria ficar bem perto das universidades. De lá vai sair idéias e disposição para o real sentido de empreender. A história vem mostrando isso.

    Para finalizar temos um outro grande problema dos jovens empreendedores: Ausência de Governança Corporativa. Muitos não sabem sequer o que é um business plan, mesmos aqueles que teêm uma boa idéia.

    Só os fortes sobreviverão!

    Abs

    Rodrigo Dantas
    http://www.gerentes.com.br

    Reply
  45. Mardem Reifison
    Out 4

    Ótimo Artigo. Muita gente só ve o que deu certo de uma empresa. Não imagina que muitas vezes ela tomou um não, ou mesmo que a ideia nao deu certo e precisou de muitos anos até conseguir um investimento real e que fosse além de dinheiro, que trouxesse ideias e capacitação. Com certeza o artigo vai servir pra abrir a mente de muitos.

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  46. Rodrigo Henrik
    Out 4

    Excelente post Yuri!

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  47. Tiago Brandes
    Out 4

    Muito bem dito cara!

    Mas na minha opinião, uma boa parcela da culpa é das novas “aceleradoras”, mentores/coaches e tudo mais que está aparecendo por aí. Parece que toda semana aparece algo novo! Gente que acha que Lean Startup e canvas são o ápice do empreendedorismo, quando na verdade é conteúdo pra primeira aula de um Entrepreneurship 101. Mas isso faz a galera se empolgar achando que é tudo um sonho, “vou ganhar conselhos de alguns mentores e TÁ GARANTIDO”. Isso aumenta a demanda por novos gurus de startup, e assim segue. É um ciclo vicioso.

    Todo esse interesse internacional também é um reflexo do momento tenso que o pessoal está tendo lá fora: IPO horrível do Facebook, “Zyngapocalipse”, entre outros. O investidor internacional vira a atenção pros mercados emergentes, mas logo vão perceber que o buraco aqui é BEM mais embaixo. O nosso mercado é muito diferente, e vamos ter muito poucas histórias de sucesso nesse boom de startups inicial.

    Winter is coming, é isso mesmo!

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  48. sebastian
    Out 4

    Pois é. E não sei se da para dizer que estamos perto do pico.

    A humanidade está percebendo que está sendo educada com miopia, para colocá-lo educadamente, e agora que está waking up e quer incluir “o hemisfério direito” (não importa qual é desde que inclua intuição e criatividade) todo mundo está com as suas idéias de como melhorar tudo o que está de errado no dia a dia.

    Isso no fundo é ótimo e explica essa Explosão Cámbrica* de “business ideas.”

    Onde as aceleradoras mais ajudam é em mostrar para os cidadãos que a selecção natural vai fazer todos eles, mais tarde mais cedo, cair na real.

    Be ready!

    * http://pt.wikipedia.org/wiki/Explosão_Cambriana

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  49. Alline Jajah
    Out 4

    Eu podia ficar horas falando aqui. Mas é perceptível que essa opinião é irreversível. =)

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    • Yuri Gitahy
      Out 4

      Oi Alline :) Fique tranquila que cada região tem seu tempo de maturação, e minha opinião considerou todas do mesmo jeito (se é que é possível existir um “ecossistema brasileiro” de empreendedorismo digital).

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  50. Rodrigo Arantes
    Out 5

    Concordo com tudo o que o artigo aponta. Mas por outro lado, será que existe mesmo esta bolha ou será que ser empreendedor é a profissão do futuro, agora que para empreender basta um computador, internet e vontade?

    Talvez ainda estejamos muito longe desse ponto de saturação. Aliás, será que existe mesmo um limite nesse mercado? Será que existe um limite em que passa a ser ruim ter pessoas demais querendo gerar inovação para a sociedade e para a economia? Duvido que Schumpeter concordaria com isto.

    A minha opinião é que existe sim uma euforia de pessoas que da noite pro dia descobriram que podem ser o próximo Zuckerberg e como manda a cultura startupeira “vá e faça!” as pessoas estão indo e fazendo. Mas naturalmente com muito pouco ou nenhum preparo. Mas isto não significa que exista uma “bolha” de empreendedores e que certos empreendedores deveriam procurar outra atividade para a qual se dedicar.

    Acho que nos últimos anos redescobrimos a arte do empreendedorismo e estamos desenvolvendo esta arte conforme tentamos “brincar” de empreender. Nada mais geração Y. É brincando que o ser humano mais aprende.

    O que precisamos é levar essa brincadeira mais a sério e se preparar mais. Tanto empreendedores como investidores.

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  51. Gustavo Veloso
    Out 5

    Acho que todo mundo que acompanha “o ecossistema de startups” há mais de 2 anos sabia que 2012 não seria o fim do mundo mas o fim do hype de empreendedorismo digital que se instalou no Brasil. Os desavisados ainda crêem nas histórias de revista, na reportagem fantástica e que features criam negócios bilhonários.

    De qualquer forma, tudo isso faz parte e lá na frente quem de fato está nessa maratona vai chegar no platô de produtividade, aproveitando os tombos ao longo do percurso para aprender e melhorar.

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  52. Stéfano Carnevalli
    Out 9

    Ótima reflexão. Aqui na Sýndreams, estamos seguindo um formato mais cuidadoso também. Estamos fortalecendo as raízes e focando na formação de uma rede de pessoas (investidores, mentores e empreendedores) . E a partir do fortalecimento desses grupos, vamos construindo empreendimentos sólidos nos setores criativos. abs

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  53. Matheus Zeuch
    Out 11

    Excelente artigo! Nos últimos anos tentei participar de todos os eventos de empreendedorismo que tive a oportunidade. Nos últimos, comecei a perceber que a coisa estava ficando pouco produtiva e muito repetitiva, ao meu ver.

    O foco em capacitação é o caminho à seguir.

    Abraço,
    MZ

    Reply
  54. Adailton
    Nov 1

    Huahauhahuha “Winter is coming” essa foi boa, quem escreveu esse artigo?
    Poxa, é desanimador para os aspirantes á empresários ver tamanho negativismo, ainda mais que este negativismo parte da aceleradora….=(

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    • Yuri Gitahy
      Nov 2

      Adailton, quanto mais aspirantes a empresários lerem sobre a realidade do mercado e desistirem, melhor para eles (porque melhor desistir antes do que depois de apostar tudo que têm!). Os que realmente forem se tornar empresários vão absorver o alerta e continuar tocando seus negócios ;)

      Reply
  55. Daniel Barros
    Nov 14

    Tem gente achando que criar uma start up eh como formar um grupo de pagode !!

    Reply
  56. joao
    Jan 9

    Lembrando… Depois da bolha vem um novo recomeço com novas oportunidades.

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