Startups brasileiras: podem até copiar, mas evoluam.

Mar 9

Existe uma discussão constante sobre as startups de tecnologia brasileiras, e ela é mais ou menos assim:

Os empreendedores brasileiros copiam ideias de fora porque não são capazes de terem suas próprias boas ideias.

Clonar, copiar, adaptar, nacionalizar, chame do que quiser: na essência, é criar o [________] brasileiro (complete com um site estrangeiro de sucesso). Afinal, se a idéia deu certo lá fora, deve dar certo por aqui também…

Essa prática, apesar de comum, é muito condenada. Os argumentos vão de “o empreendedor brasileiro não é criativo” até “o brasileiro é preguiçoso”, passando por “o brasileiro é colonizado, e só gosta de serviços gringos”. Nadando contra a maré, minha opinião é bem direta: se você é um empreendedor iniciante e tem vontade de copiar ou adaptar um serviço estrangeiro para o Brasil, FAÇA LOGO – e analise esses 7 pontos durante a sua experiência.

[ #1 – Prática ]
A prática cria o hábito, e o hábito cria um mindset específico. A intuição tem um papel importante na gestão de uma startup, e um empreendedor iniciante tem menos chances de sucesso do que aquele que já bateu sua cabecinha em um serviço que tentou implementar no passado. Quanto mais prática, mais intuitivas suas reações e mais coesas serão as respostas aos imprevistos de uma startup.

Por isso, praticar a construção e lançamento de “similares” – ou com pequenas adaptações de serviços existentes – pode ser crucial para se levar uma ideia realmente inovadora quando ela aparecer.

[ #2 – Público ]
O brasileiro não fala Inglês, mas tem direito a consumir conteúdo de qualidade e a participar de esforços que crescem lá fora. O brasileiro quer colocar sua cara na internet, e o orkut em Português viabilizou isso. Enquanto outros serviços externos não lançarem sites traduzidos para o Brasil, existe um gap de mercado.

A cultura do brasileiro também é diferente, e não necessariamente irá impulsionar um produto criado exatamente como o estrangeiro. Um exemplo disso – que não é um clone, dado que veio antes do seu primo famoso – é o crescimento do Videolog. Passe algumas horas pelo site e você vai perceber que a proposta do Ariel e Mack envolve trabalhar o jeito brasileiro de produzir e consumir vídeo. Há uma comunidade cativa que já percebeu o benefício do Videolog, e em breve mais empresas e agências irão perceber isso…

O Videolog é único no Brasil, está no mercado há quase seis anos com um público que cresce 100% ao ano. Se você atende às necessidades de um grande público, está ganhando o jogo.

[ #3 – Reconhecimento ]
Se você fizer um clone do ChatRoulette e ele crescer, vão falar de você. Quem clonou o digg no passado e cresceu, ganhou imprensa… e não existe publicidade ruim. O TinyURL foi criado em 2001 para encurtar URLs – o migre.me fazia o mesmo mas passou a contar clicks. Enquanto o threadless existia desde 2000, a Camiseteria nacionalizou essa experiência, criou uma comunidade e abriu o mercado para excelentes designers brasileiros. Os dois empreendedores – Jonny Ken e Fábio Seixas, cada um a seu jeito – têm o reconhecimento de muitos, e não se preocupam em terem criado suas ideias com base em outras.

Tomando o Videolog novamente como exemplo, repare que a grande massa de novos visitantes deve imaginar que ele é um clone brasileiro do Youtube (dado que provavelmente conheceram o Youtube antes, e não devem se aprofundar muito na história do site). Agora repare que mesmo que eles vejam o Videolog como “mais um site” de vídeos, essa percepção ruim que todos apontam – é um similar nacional do youtube – é totalmente ignorada pelo fato da experiência para o usuário ser muito boa. Em outras palavras, enquanto os críticos indicam que o Videolog não irá ganhar do youtube, o público aproveita e o Videolog sobrevive para conquistar mais mercado com uma proposta original.

Se você tiver reconhecimento do seu público em um serviço similar a um site gringo, tem uma grande oportunidade nas mãos: se e quando seu serviço realmente inovador estiver pronto, você poderá usar esse reconhecimento ao seu favor e apresentá-lo a uma grande massa de usuários com quem já se relaciona.

[ #4 – Dianteira ]
Se você ainda não teve a ideia de um produto matador mas se tornou conhecido por adaptar no Brasil algo existente lá fora, você tem uma dianteira considerável com quem está começando agora. Sair na frente de um mercado inexplorado – mesmo que localmente – permite criar nichos de audiência, ganhar imprensa, gerar receita.

Se existia uma necessidade e você passou a atendê-la antes, a dianteira aumenta muito suas chances de sucesso e cria uma barreira para os próximos que também decidirem copiar a mesma ideia.

[ #5 – Inovação combinatória ]
A partir de uma ideia já pronta, você só precisa exercitar diferentes aspectos dela – ou combiná-la com outras – para criar um produto novo. Além disso, existe uma grande quantidade de free software e sistemas open-source disponíveis para serem adaptados e reusados em novos produtos. Uma inovação radical pode criar novos mercados, mas uma inovação combinatória simples pode sustentar algumas famílias por décadas. Só pela receita ser pequena, deixou de ser um empreendimento de sucesso?

Por outro lado, nos setores tradicionais da economia – mineração, siderurgia, bancos – há lugar para serviços muito similares. Por que é tão normal permitir concorrentes idênticos nesses setores, mas não em tecnologia? Porque a cultura de VCs do Vale do Silício provou que só é possível ganhar bilhões se seu produto for uma inovação radical. Só, amigão, que aqui ainda não é o Vale do Silício.

Combinando produtos existentes em um novo, você irá se condicionar a um mindset que irá ajudar a perceber novos cenários, e isso trará novas ideias. É a partir desse mindset de análise constante que você poderá ter uma inspiração para uma melhoria no seu produto, ou propor um produto radicalmente diferente.

[ #6 – Fail fast and cheap ]
Se o seu destino for descobrir que seu serviço nacionalizado irá falhar, que seja rápido. Adaptar uma ideia de fora irá não só acelerar o tempo de lançamento, mas também reduzir seu custo de criação do produto. Quanto mais cedo ele der errado, menos tempo e dinheiro você terá gasto.

[ #7 – Por que não? ]
O que o ato de copiar irá trazer de mal a você? No pior dos casos e se tudo der errado, perda de tempo. Mas agora, você sabe que as outras seis razões dão mais sentido a essa empreitada.

[ Conclusão ]
Músicos e bandas geralmente começam sua carreira fazendo cover de músicos famosos. Se eles forem realmente bons – ou ao menos tiverem um diferencial – o que eles ganham com isso? Prática, público e reconhecimento. Com o tempo, os melhores irão aparecer com seu próprio diferencial – um registro vocal, um jeito de tocar diferente. A interpretação pode fazer toda a diferença. Vão combinar diferentes estilos, testá-los com seu público e descobrir qual funciona melhor. Os Beatles, The Who e o The Clash começaram fazendo covers.

Se funciona para outras áreas, por que não tentar nas startups? Se não massacramos os músicos por fazerem isso, por que fazê-lo com os empreendedores de tecnologia?

Se você é um empreendedor que ainda não teve uma ideia realmente boa mas gosta muito de algo que viu lá fora, não se envergonhe de nacionalizar. Pratique, ganhe público, e se for bom será reconhecido. Aprenda com isso, pratique outra ideia, mas sempre com foco em ter a sua própria – e única. Isso pode ser a sua marca, e se você souber reposicionar o público existente para o novo produto, você pode largar bem na frente de seus concorrentes. Eis como eu vejo a frase do início do post:

ALGUNS empreendedores brasileiros copiam ideias de fora porque AINDA não são capazes de terem suas próprias boas ideias.

Pense comigo agora: se cada um com intenção de “nacionalizar” um produto ou serviço estrangeiro construísse um cover, depois outro, e outro, teríamos no médio prazo um cenário de startups mais forte no Brasil. Empreendedores mais experientes, já acostumados com problemas de escalabilidade, mais espertos ao lidar com SEO, talvez não tão confiantes em viver do dinheiro de publicidade… e quem sabe melhores gestores, por terem lidado com times diferentes ao longo do tempo. Isso não faz sentido? Para quem ainda não teve sua própria ideia, sim. Por isso, não se envergonhe de copiar…

Mas evolua.

141 Comments

  1. Muito interessante essa visão sobre “nacionalizar”, tenho um pensamento muito parecido.
    Se na natureza nada se cria tudo se transforma, por que no empreendedorismo tecnológico seria diferente? O interessante ponto à ressaltar é o fato que nem tudo de um cultura funciona para a outra, logo essa “cópia” não pode ser fielmente igual, adaptações na maioria das vezes devem ser feitas, e com isso não é mais um produto 100% igual ao outro, suas especificações são diferentes para atender um público diferente.
    O cérebro humano se comporta assim, ao mentalizar algo ele precisa de um objeto base para construir o pensamento, que basicamente é a sua cópia, porém como cada um tem uma maneira diferente de raciocinar, a cópia será adaptada àquela situação.

    O importante não é pensar em copiar e sim em satisfazer a necessidade de um nicho de mercado.

    Muito bom o artigo.

    =]
    Thiago Nascimento

    Reply
  2. Eu acho que há uma pré-concepção de que as idéias valem muito. Com raras exceções, a idéia vale pouco ou quase nada, e a execução é o que gera valor. Seguindo esse raciocínio, e reforçando o que o artigo diz, não se preocupe em reusar idéias existentes, mas concentre-se em fazer uma execução perfeita.

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    • Viveiros
      Mar 8

      Millor, sei que a pergunta foi para o Diego, mas gostaria de participar desta parte da discussão.

      Pra mim Inovação é Inovação. Diria também que o que a Zappos fez/faz mostra que qualquer um pode copiar qualquer site/produto, porém, o verdadeiro diferencial esta na forma como ele é entregue. No caso da Zappos, eles não vendem sapatos, eles vendem experiências espetaculares para pessoas que gostam e compram sapatos. Focaram no serviço e usam a tecnologia para facilitar isso.

      Sobre o tema central da discussão, penso que mais importante que copiar/adaptar uma ideia de fora para o mercado brasileiro, o empreendedor precisa antes definir o seu principal entregável! O que ele podem entregar além do modelo adaptado?

      Se tem algo que falta em 95% dos clones de qualquer coisa no Brasil e, que em minha opinião, seria EXTREMAMENTE fantástico é: Atendimento Decente! Parece básico? e é! mas então porque pouca gente faz?

      99% dos sites de comércio eletrônico no Brasil funciona quando você está comprando alguma coisa, mas apenas 1% funciona quando você precisa trocar/devolver ou obter qualquer informação adicional a respeito, concorda? Arrisco dizer que estes índices não são uma exclusividade Brasileira não!

      Eu tenho uma prática que sempre recomendo a amigos quando estes me perguntam sobre determinada loja online. É muito simples:

      1 – Ache um número de atendimento no site, achou? Ótimo!! Ligue e faça 3 perguntas simples sobre determinado produto. Se eles lhe tratarem bem, maravilha, se não tentarem lhe empurrar uma venda, melhor ainda. Agora se faça de leigo e diga que não entendeu a resposta do atendente sobre uma de suas perguntas.

      2 – Pergunte sobre Devolução, como funciona, quanto tempo, em quais situações?

      3 – Se possível, compre algo na loja de valor bem baixo e tente devolver! Isso mesmo! TENTE DEVOLVER!

      Entende onde eu quero chegar?

      Desculpem pelo texto demasiadamente grande, mas onde quero chegar?

      A ideia (copiada ou original), o produto, o site, as características, as funcionalidades, o folder bonito ou a propaganda na Televisão não são importantes! O que o cliente precisa/deseja é o importante e só!

      Namastê
      Alexandre Viveiros

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  3. Mar 9

    Claro que é importante começar algo com um mínimo de possibilidade de ser viável. Mas de todas as idéias do post a que mais me agradou foi a referente a um certo treinamento do empreendedor em uma nacionalização de algo já existente lá fora. Não se nasce sabendo nada e a prática é fundamental.

    Reply
    • Viveiros
      Mar 8

      “Se você for pensar apenas em isso é aquilo melhorado, a roda é apenas um quadrado com as arestas polidas.”

      Diego, raciocínio perfeito em minha opinião.

      Reply
  4. Yuri,

    Achei o post sensacional.

    Eu pessoalmente gosto muito dessa linha de raciocínio que você levou. Pra mim se não há ninguém em todo o cosmos fazendo algo minimamente parecido mostra ou que o empreendedor não soube procurar direito ou que não existe demanda.

    O próprio Empreendemia a gente demorou até achar coisas similares, no dia que achamos foi um alívio. Tanto o gringo Weebiz quando o brazuca Emprelink mostram que as pessoas estão se cadastrando naquilo, o que mostra que existe potencial. Melhor ainda foi ver que nossa interface era muito melhor em vários aspectos e em outros poderíamos aproveitar conceitos interessantes deles.

    Na minha visão, falta uma 37 Signals brasileira. Eu faria questão de ajudar a difundir aplicativos em português que sejam muito similares ao Basecamp e ao Highrise, só que melhores.

    Parabéns pelo ótimo ponto levantado. A analogia com as bandas é fantástica.

    Abraços!

    Reply
  5. Copiar não!
    Brasil tem coisa demais pra ser pensada.
    Somos um País grande, “superdiferente”, com especificidades regionais gigantescas.
    Tem muita coisa a ser feita ainda.

    Reply
  6. Yuri, bacana o post.

    Acho que vale citar os irmãos Samwer (no Google busque por “Samwer german brothers/entrepreneurs” ou algo do tipo)… conhecidos por copiarem modelos de startups americanas lá na Alemanha.

    abs

    Reply
  7. Mar 9

    O Schumpeter se mataria se este conceito de empreendedorismo chegasse a seus ouvidos. O que os brasileiros têm feito (especialmente os citados) nada tem a ver com o que ele chamou de empreender. Onde está a destruição criativa dele nos casos de mera adaptação de produtos gringos para o Brasil?

    Se algum dia as fontes inspiradoras destes “empreendedores” resolverem atuar no país, capaz até que estes mesmos empreendedores os ataquem. Uma pena.

    De qualquer forma, o texto é interessante para incentivar as pessoas a fazerem coisas. Mas devo reforçar o que o Lucas Castro escreveu: Precisamos de empreendedores que tragam idéias realmente novas.

    Reply
    • Yuri Gitahy
      Mar 9

      Fala Caio,

      Quando o conflito é necessário, eu gosto de incentivá-lo. Portanto, eu fico bem seguro em dar uma opinião como essa… e explico o porquê.

      Eu trabalho no dia a dia de dezenas de startups brasileiras há 3 anos, e acompanho de perto o empreendedorismo nacional desde que fundei a minha primeira empresa (1994). De cada 10 empreendedores com quem converso, 7 estão fazendo algo exatamente igual a alguém de fora… Deles, 5 fizeram uma cópia intencional, e 2 imaginam que estão inovando (por pura falta de pesquisa de mercado). Além disso, alguns serviços brasileiros com audiência muito grande são cópias quase exatas de serviços externos, e ganham uma receita considerável com isso. Em algumas empresas que um dia foram startups-clones, 10 ou 20 famílias são sustentadas pela receita que elas obtém…

      Os 30% restantes que tiveram uma idéia inovadora – ou uma quase-idéia que ainda precisa ser melhorada – são aqueles que convido para se juntarem a outras startups no ambiente da Aceleradora. Alguns deles são reincidentes: apareceram no passado com um clone, praticaram, evoluíram e em seguida apresentaram uma idéia com maior potencial. Em outras palavras, minha experiência comprova que a inovação pode vir de um mindset de prática constante em uma idéia ainda não inovadora.

      Eu não estou defendendo que os empreendedores não tenham idéias inovadoras. Eu estou sugerindo aos que não têm certeza se querem ou não empreender, que testem seus conceitos sem sentir vergonha… Que pratiquem com um produto similar caso isso os ajude até emplacarem uma idéia realmente inovadora. Para entender um background para esse post, sugiro que você e Lucas Castro leiam esse aqui.

      É fácil exigir que os empreendedores (os outros) tragam idéias novas, o difícil é criá-las e mantê-las vivas em um cenário como o brasileiro. É isso que defendo: para os que não foram sortudos em nascerem um DNA empreendedor / inovador, entendam que empreendedores podem ser formados – e a prática os aprimora.

      Abraço,

      — Yuri

      Reply
  8. Mar 9

    Eu já fiz uma cópia, então obviamente não tenho nada contra cópias nacionalizadas de produtos feitos na gringolândia. Em vários nichos de mercado (principalmente nos que demandam um contato mais íntimo com o cliente), faz todo o sentido copiar algo que já deu lá certo lá fora e lançar aqui. Nestes casos acho que nem é preciso fazer nada de diferente, o conhecimento e a proximidade do mercado consumidor já são o diferencial. Porém em produtos B2C, que no final das contas são as aplicações que aparecem mais e cujos sucessos inspiram as pessoas comuns e os empreendedores, me incomoda um pouco a completa falta de diferencial da maioria dos clones que temos por aqui.

    Tradução não é inovação, e com o crescimento do nível cultural dos nossos usuários (cada vez mais confortáveis em usar apps em inglês, tanto é que Twitter e o próprio Orkut já eram hits aqui antes de ganhar uma versão em pt-br) e o aumento do interesse dos estrangeiros pelo nosso mercado, acho que as chances de sucesso de uma startup que só copia sem fazer nada significantemente diferente vão só decair nos próximos anos.

    Mesmo assim, do ponto de vista do aprendizado, concordo que vale sim a pena tentar.

    Reply
  9. Mar 9

    Eu já fiz uma cópia, então obviamente não tenho nada contra cópias nacionalizadas de produtos feitos na gringolândia. Em vários nichos de mercado (principalmente nos que demandam um contato mais íntimo com o cliente), faz todo o sentido copiar algo que já deu lá certo lá fora e lançar aqui. Nestes casos acho que nem é preciso fazer nada de diferente, o conhecimento e a proximidade do mercado consumidor já são o diferencial. Porém em produtos B2C, que no final das contas são as aplicações que aparecem mais e cujos sucessos inspiram as pessoas comuns e os empreendedores, me incomoda um pouco a completa falta de diferencial da maioria dos clones que temos por aqui.

    Tradução não é inovação, e com o crescimento do nível cultural dos nossos usuários (cada vez mais confortáveis em usar apps em inglês, tanto é que Twitter e o próprio Orkut já eram hits aqui antes de ganhar uma versão em pt-br) e o aumento do interesse dos estrangeiros pelo nosso mercado, acho que as chances de sucesso de uma startup que só copia sem fazer nada significantemente diferente vão só decair nos próximos anos.

    Mesmo assim, do ponto de vista do aprendizado, concordo que vale sim a pena tentar.

    Reply
  10. Mar 10

    Realmente, Yuri. Falar é mais fácil do que fazer.

    A posição de quem está aqui é bem mais confortável do que a de quem coloca as mãos para trabalhar em um empreendimento novo.

    De qualquer forma, reconheço a importância do incentivo para que os jovens empreendam (acho uma tremenda falha de nossas universidades não incentivarem o empreendedorismo e a inovação e não oferecer como parte obrigatória para todos os cursos de graduação além deste conteúdo uma sólida fundamentação sobre leis e direito) e, se isso acaba por acontecer de forma inicial ou experimental através de mimetização, que seja.

    Só não acho bacana enaltecermos aqueles que imitam os outros. Devemos incentivar a todos, mas dar mais valor aos que trazem idéias novas e genuínas.

    Enfim, meus dois centavos :-)

    Reply
    • Yuri Gitahy
      Mar 10

      Lendo sua resposta, vi que fui sucinto demais com a frase “É fácil exigir que os empreendedores (os outros) tragam idéias novas” e ela deixa margem a interpretações. Não é uma alusão ao seu comentário em específico, e sim a um padrão insistente na referência a empreendedores… Jornais, investidores, gurus, educadores e os próprios empreendedores, todos caem no discurso. Quem inova é bonito, quem não inova é feio e cara de mamão. Mas é bem mais complicado que isso:

      1) Inovação é um conceito 100% etéreo, e não necessariamente se reconhece inovação quando se vê. Por exemplo, grande parte das informações do meu dia vêm do twitter – alguém reconheceria um microblogging de 140 caracteres como uma inovação em 2006? Não. Diriam que ele era uma cópia dos blogs, só que menor.
      2) “Ok, tenho que inovar” – como se faz isso? É um processo criativo? É um processo sistemático? É determinístico? Existe um guia?
      3) Se todas as startups fossem inovadoras, a Web seria um caos de constante readaptação. Mesmo assim, ainda usamos os mesmos serviços por 2, 3 anos no mínimo… Existe lugar para a não-inovação, existe receita para a não-inovação, existe um sustento para empreendedores que criam inovações incrementais e não radicais.
      4) Os editais da FINEP, CNPq – entre outros – possuem uma banca avaliadora que não tem experiência em CRIAR inovação. O que os qualifica para AVALIAREM a inovação? Qual a metodologia usada para falar “Este é um projeto inovador com nota 3”?

      Em outras palavras, tudo isso é muito subjetivo. Acredito que os que querem estimular inovação, devem incentivar e contribuir – não pressionar… Para cada um que fala “sejam inovadores!”, sugiro: escolha um empreendedor e dê uma idéia inovadora para cada vez que disser isso. Eu já abandonei a frase, e passei a só dar as idéias. Por favor façam o mesmo :)

      Reply
  11. Mar 10

    Realmente, Yuri. Falar é mais fácil do que fazer.

    A posição de quem está aqui é bem mais confortável do que a de quem coloca as mãos para trabalhar em um empreendimento novo.

    De qualquer forma, reconheço a importância do incentivo para que os jovens empreendam (acho uma tremenda falha de nossas universidades não incentivarem o empreendedorismo e a inovação e não oferecer como parte obrigatória para todos os cursos de graduação além deste conteúdo uma sólida fundamentação sobre leis e direito) e, se isso acaba por acontecer de forma inicial ou experimental através de mimetização, que seja.

    Só não acho bacana enaltecermos aqueles que imitam os outros. Devemos incentivar a todos, mas dar mais valor aos que trazem idéias novas e genuínas.

    Enfim, meus dois centavos :-)

    Reply
    • Yuri Gitahy
      Mar 10

      Lendo sua resposta, vi que fui sucinto demais com a frase “É fácil exigir que os empreendedores (os outros) tragam idéias novas” e ela deixa margem a interpretações. Não é uma alusão ao seu comentário em específico, e sim a um padrão insistente na referência a empreendedores… Jornais, investidores, gurus, educadores e os próprios empreendedores, todos caem no discurso. Quem inova é bonito, quem não inova é feio e cara de mamão. Mas é bem mais complicado que isso:

      1) Inovação é um conceito 100% etéreo, e não necessariamente se reconhece inovação quando se vê. Por exemplo, grande parte das informações do meu dia vêm do twitter – alguém reconheceria um microblogging de 140 caracteres como uma inovação em 2006? Não. Diriam que ele era uma cópia dos blogs, só que menor.
      2) “Ok, tenho que inovar” – como se faz isso? É um processo criativo? É um processo sistemático? É determinístico? Existe um guia?
      3) Se todas as startups fossem inovadoras, a Web seria um caos de constante readaptação. Mesmo assim, ainda usamos os mesmos serviços por 2, 3 anos no mínimo… Existe lugar para a não-inovação, existe receita para a não-inovação, existe um sustento para empreendedores que criam inovações incrementais e não radicais.
      4) Os editais da FINEP, CNPq – entre outros – possuem uma banca avaliadora que não tem experiência em CRIAR inovação. O que os qualifica para AVALIAREM a inovação? Qual a metodologia usada para falar “Este é um projeto inovador com nota 3”?

      Em outras palavras, tudo isso é muito subjetivo. Acredito que os que querem estimular inovação, devem incentivar e contribuir – não pressionar… Para cada um que fala “sejam inovadores!”, sugiro: escolha um empreendedor e dê uma idéia inovadora para cada vez que disser isso. Eu já abandonei a frase, e passei a só dar as idéias. Por favor façam o mesmo :)

      Reply
  12. Existe um abismo entre a ideia e sua implementação. Hoje vejo a ideia inicial como algo acessório ao sucesso, e não mais como a o ponto principal.
    Só a operação diária traz o amadurecimento e a experiência para o empreendedor e para o negócio. Então, sendo com uma ideia própria ou “copiada”, pra mim o sucesso depende muito mais do como foi feita.
    E acredito que nesse meio entre o QUÊ e o COMO existem muitas chances de se chegar a uma ideia original, mesmo que ela não seja o núcleo do negócio, mas pode ser a parte essencial.

    Nos artigos, dissertações, Universidades e Agências de Fomento é muito bonito se falar em Schumpeter, Manual de Oslo e coisas do tipo. Quero ver quem busca neles a resposta para resolver os problemas diários de seu negócio.

    Seremos lembrados por termos feito e não por termos tido grandes ideias. Por mais que elas sejam o início de tudo.

    Abraços.

    Reply
  13. Existe um abismo entre a ideia e sua implementação. Hoje vejo a ideia inicial como algo acessório ao sucesso, e não mais como a o ponto principal.
    Só a operação diária traz o amadurecimento e a experiência para o empreendedor e para o negócio. Então, sendo com uma ideia própria ou “copiada”, pra mim o sucesso depende muito mais do como foi feita.
    E acredito que nesse meio entre o QUÊ e o COMO existem muitas chances de se chegar a uma ideia original, mesmo que ela não seja o núcleo do negócio, mas pode ser a parte essencial.

    Nos artigos, dissertações, Universidades e Agências de Fomento é muito bonito se falar em Schumpeter, Manual de Oslo e coisas do tipo. Quero ver quem busca neles a resposta para resolver os problemas diários de seu negócio.

    Seremos lembrados por termos feito e não por termos tido grandes ideias. Por mais que elas sejam o início de tudo.

    Abraços.

    Reply
  14. Excelente post Yuri ! Direto ao ponto de forma clara, objetiva e didática. Dá para virar um artigo de revista.

    Reply
  15. Excelente post Yuri ! Direto ao ponto de forma clara, objetiva e didática. Dá para virar um artigo de revista.

    Reply
  16. Mar 10

    Yuri,

    Achei muito bom o post! Também tenho pensado bastante nesse assunto ultimamente.

    De fato há quase uma infinidade de serviços lá fora que poderiam ser copiados/adaptados aqui, podendo atingir um público que passa longe de usar esses produtos de lá. Concordo com o Millor de que os produtos da 37Signals são um exemplo dessa demanda latente.

    A maior dificuldade das Startups é achar o Product/Market Fit. Quando copiamos uma Startup bem sucedida nos EUA (com as devidas adaptações), aproveitamos para “pular” a fase mais difícil e arriscada do negócio e ganhar uma grande alavancagem na criação da Startup aqui.
    Esse é um dos poucos benefícios de estarmos em um mercado atrasado. Contextualmente, o que vira mainstream lá em geral demora uns 2-3 anos para poder ter condições de virar mainstream aqui. Ou seja, para lançar o produto aqui podemos nos dar o luxo de esperar a “seleção natural” lá e copiar o que deu certo.

    Um exemplo concreto atualmente seria o que tá acontecendo com o Foursquare, GoWalla e outros similares. Lá fora (EUA principalmente), eles estão brigando para achar o Product/Market Fit e ganhar massa crítica o quanto antes. No entanto, se fôssemos copiar esses serviços hoje aqui, teríamos dois problemas: (1) a “seleção natural” ainda não terminou, ou seja, não há um modelo vencedor claro; (2) o ecossistema de usuários aqui no Brasil não está maduro para isso (% de smartphones, custo do tráfego de dados, etc.). Provavelmente daqui a 2-3 anos o timing será muito melhor para fazer algo do mesmo tipo aqui no Brasil.

    Acho que essa ideia da cópia só não se aplica nos casos onde, pela simplicidade do serviço e do marketing, a língua não é uma barreria tão grande para a adoção do usuário brasileiro comum (ex. Twitter), ou então nos casos onde o produto é focado numa parcela mais antenada e selecionada do mercado, onde os serviços de fora sempre terão uma boa dianteira (ex. ferramentas de WebAnalytics).

    Abraços,
    Eric

    Reply
  17. Mar 10

    Yuri,

    Achei muito bom o post! Também tenho pensado bastante nesse assunto ultimamente.

    De fato há quase uma infinidade de serviços lá fora que poderiam ser copiados/adaptados aqui, podendo atingir um público que passa longe de usar esses produtos de lá. Concordo com o Millor de que os produtos da 37Signals são um exemplo dessa demanda latente.

    A maior dificuldade das Startups é achar o Product/Market Fit. Quando copiamos uma Startup bem sucedida nos EUA (com as devidas adaptações), aproveitamos para “pular” a fase mais difícil e arriscada do negócio e ganhar uma grande alavancagem na criação da Startup aqui.
    Esse é um dos poucos benefícios de estarmos em um mercado atrasado. Contextualmente, o que vira mainstream lá em geral demora uns 2-3 anos para poder ter condições de virar mainstream aqui. Ou seja, para lançar o produto aqui podemos nos dar o luxo de esperar a “seleção natural” lá e copiar o que deu certo.

    Um exemplo concreto atualmente seria o que tá acontecendo com o Foursquare, GoWalla e outros similares. Lá fora (EUA principalmente), eles estão brigando para achar o Product/Market Fit e ganhar massa crítica o quanto antes. No entanto, se fôssemos copiar esses serviços hoje aqui, teríamos dois problemas: (1) a “seleção natural” ainda não terminou, ou seja, não há um modelo vencedor claro; (2) o ecossistema de usuários aqui no Brasil não está maduro para isso (% de smartphones, custo do tráfego de dados, etc.). Provavelmente daqui a 2-3 anos o timing será muito melhor para fazer algo do mesmo tipo aqui no Brasil.

    Acho que essa ideia da cópia só não se aplica nos casos onde, pela simplicidade do serviço e do marketing, a língua não é uma barreria tão grande para a adoção do usuário brasileiro comum (ex. Twitter), ou então nos casos onde o produto é focado numa parcela mais antenada e selecionada do mercado, onde os serviços de fora sempre terão uma boa dianteira (ex. ferramentas de WebAnalytics).

    Abraços,
    Eric

    Reply
  18. Ótimo artigo e ótimos comentários até aqui.

    Só me chamou a atenção ninguém ter mencionado dois fatores fundamentais da alegada falta de inovação no Brasil.

    O mais difícil de se tentar inovar de verdade no Brasil é a completa ausência de uma rede de suporte a essa atividade (com honrosas execeções, como a própria Aceleradora).

    Em primeiro lugar, não existe capital de risco no Brasil pra isso. Simples assim.

    Se os mesmos empreendedores que criaram empresas como Apple, Oracle, Cisco, Paypal, Google, YouTube, Twitter e Facebook tivessem apresentado essas idéias para investidores nacionais, eles jamais teriam conseguido o capital necessário para viabilizá-las.

    “Computador pessoal em 1976? Sério? Outro mecanismo de buscas (o vigésimo) num cenário em que ninguém descobriu ainda como ganhar dinheiro com eles? Certo.”

    Aliás, eu já ouvi um investidor me dizer que o modelo de investimento que resultou nessas empresas é um “cassino” e que por isso não deve ser levado a sério, muito menos no Brasil.

    Outro me disse que não acredita que nenhuma empresa de tecnologia criada no Brasil tenha chance de ser competitiva em escala mundial na hora de criar algo realmente inovador e que, por isso, achava que apenas empresas de software mais voltadas ao ambiente corporativo, mais tradicional, poderiam ter sucesso aqui (e olha lá).

    É frustrante ver, poucos anos depois de ter tido essas conversas, o mercado se desenvolver de forma muito semelhante ao que você tinha dito que iria acontecer e não ter podido fazer muito a respeito para ter se colocado “onde a bola iria estar”.

    Inovar custa muito caro e quando nem quem poderia oferecer os recursos pra se fazer isso acredita nessa possibilidade, a coisa fica um pouco complicada. O mesmo vale para as bancas avaliadoras de recursos públicos voltados a esse fim.

    Assim, muitos times que começam com a intenção de criar um novo produto, inovador mesmo, acabam caindo na armadilha de fazer consultoria para pagar as contas e perdem o foco (quando simplesmente não desistem do projeto de vez). Quem pode culpá-los? Geralmente são pessoas muito bem preparadas com ótimas pespectivas profissionais mais tradicionais (com família, amigos, namoradas ou cônjuges fazendo pressão pra esse lado, mesmo que, pessoalmente, ele tope continuar em regime de remuneração baixa até a startup pegar).

    E não é só a remuneração de um time altamente bem preparado e que poderia estar fazendo qualquer outra atividade tradicional, bem-remunerada e segura que custa caro. Se o que você está criando é realmente inovador, prepara-se para ter que enfiar essa inovação goela abaixo das pessoas até elas entenderem a proposição de valor do que você está fazendo.

    As pessoas não acordam todos os dias pensando em como elas vão incorporar um novo produto ou serviço em seus hábitos e orçamentos.

    O tempo que leva até a comprovação de tração entre usuários pode ser longo (para a geração de receitas então, é ainda maior… lucro então…) e seu time precisará pagar as contas até lá.

    Alguém já parou pra dar uma olhada nos budgets de publicidade da Apple? Pois é.

    Seguindo em frente, mesmo com o capital, ainda faltaria gente. De engenheiros a profissionais de marketing, passando por designers e contadores, não temos uma rede de profissionais que já passaram pela experiência de criar startups bem-sucedidas (aliás, isso vale também para muitos dos investidores).

    O que a faculdade ensina é como ser um bom funcionário modelo numa grande corporação. Além disso, ensinam que tentar e errar é coisa de loser, moldando um modelo mental de risco e recompensa incompatível com as demandas de uma startup.

    Experimente recrutar numa USP, Unicamp ou ITA pra ver do que estou falando.

    Não adianta dizer que o empreendedor tem que ter um perfil assim e assado. Ele precisará de funcionários, mesmo nas fases iniciais da empresa.

    Então, antes de reclamar da suposta falta de inovação do Brasil em comparação à de um Silicon Valley, que imagino ser a referência para a tal medida de insuficiência de inovação aqui, é preciso lembrar que o Silicon Valley é uma aberração sem par no mundo. É um lugar onde existem capital, profissionais e uma cultura de alto-risco/alta-recompensa em abundância, tudo isso numa mesma área que compreende apenas poucas cidades.

    Trata-se de um pólo cujas origens remontam ao estabelecimento de centros de pesquisa com fundos públicos ilimitados para a criação de recursos tecnológicos para a Segunda Guerra Mundial. Gradualmente, os financiadores desse modelo perceberam que poderiam reduzir seus custos de utilização dos produtos dessas pesquisas se permitissem que alguns aspectos dessas tecnologias pudessem ser comercializados em escala para a população civil.

    Quer dizer, eles puderam “treinar” muito para estabelecer esse pólo e ajustar esse modelo, desde a inovação até a sua comercialização.

    Então, honestamente, reclamar de uma falta de inovação nas startups brasileiras é como reclamar que o Superman demorou pra salvar o dia. =)

    E como resolver essa situação? O que o artigo descreve é um bom começo. Alguns comentários acima são muito bons também.

    Por fim, uma das recomendações do Antônio Ermírio de Moraes na aula magna da Escola Politécnica da USP (ele costuma dar essa aula sempre que pode) é viajar pra fora do país pra perceber que o Brasil ainda precisa ser construído, isto é, que existe em países mais avançados uma série de produtos e serviços, nos mais diferentes segmento da economia, que podem ser adaptados para o Brasil.

    Reply
  19. Ótimo artigo e ótimos comentários até aqui.

    Só me chamou a atenção ninguém ter mencionado dois fatores fundamentais da alegada falta de inovação no Brasil.

    O mais difícil de se tentar inovar de verdade no Brasil é a completa ausência de uma rede de suporte a essa atividade (com honrosas execeções, como a própria Aceleradora).

    Em primeiro lugar, não existe capital de risco no Brasil pra isso. Simples assim.

    Se os mesmos empreendedores que criaram empresas como Apple, Oracle, Cisco, Paypal, Google, YouTube, Twitter e Facebook tivessem apresentado essas idéias para investidores nacionais, eles jamais teriam conseguido o capital necessário para viabilizá-las.

    “Computador pessoal em 1976? Sério? Outro mecanismo de buscas (o vigésimo) num cenário em que ninguém descobriu ainda como ganhar dinheiro com eles? Certo.”

    Aliás, eu já ouvi um investidor me dizer que o modelo de investimento que resultou nessas empresas é um “cassino” e que por isso não deve ser levado a sério, muito menos no Brasil.

    Outro me disse que não acredita que nenhuma empresa de tecnologia criada no Brasil tenha chance de ser competitiva em escala mundial na hora de criar algo realmente inovador e que, por isso, achava que apenas empresas de software mais voltadas ao ambiente corporativo, mais tradicional, poderiam ter sucesso aqui (e olha lá).

    É frustrante ver, poucos anos depois de ter tido essas conversas, o mercado se desenvolver de forma muito semelhante ao que você tinha dito que iria acontecer e não ter podido fazer muito a respeito para ter se colocado “onde a bola iria estar”.

    Inovar custa muito caro e quando nem quem poderia oferecer os recursos pra se fazer isso acredita nessa possibilidade, a coisa fica um pouco complicada. O mesmo vale para as bancas avaliadoras de recursos públicos voltados a esse fim.

    Assim, muitos times que começam com a intenção de criar um novo produto, inovador mesmo, acabam caindo na armadilha de fazer consultoria para pagar as contas e perdem o foco (quando simplesmente não desistem do projeto de vez). Quem pode culpá-los? Geralmente são pessoas muito bem preparadas com ótimas pespectivas profissionais mais tradicionais (com família, amigos, namoradas ou cônjuges fazendo pressão pra esse lado, mesmo que, pessoalmente, ele tope continuar em regime de remuneração baixa até a startup pegar).

    E não é só a remuneração de um time altamente bem preparado e que poderia estar fazendo qualquer outra atividade tradicional, bem-remunerada e segura que custa caro. Se o que você está criando é realmente inovador, prepara-se para ter que enfiar essa inovação goela abaixo das pessoas até elas entenderem a proposição de valor do que você está fazendo.

    As pessoas não acordam todos os dias pensando em como elas vão incorporar um novo produto ou serviço em seus hábitos e orçamentos.

    O tempo que leva até a comprovação de tração entre usuários pode ser longo (para a geração de receitas então, é ainda maior… lucro então…) e seu time precisará pagar as contas até lá.

    Alguém já parou pra dar uma olhada nos budgets de publicidade da Apple? Pois é.

    Seguindo em frente, mesmo com o capital, ainda faltaria gente. De engenheiros a profissionais de marketing, passando por designers e contadores, não temos uma rede de profissionais que já passaram pela experiência de criar startups bem-sucedidas (aliás, isso vale também para muitos dos investidores).

    O que a faculdade ensina é como ser um bom funcionário modelo numa grande corporação. Além disso, ensinam que tentar e errar é coisa de loser, moldando um modelo mental de risco e recompensa incompatível com as demandas de uma startup.

    Experimente recrutar numa USP, Unicamp ou ITA pra ver do que estou falando.

    Não adianta dizer que o empreendedor tem que ter um perfil assim e assado. Ele precisará de funcionários, mesmo nas fases iniciais da empresa.

    Então, antes de reclamar da suposta falta de inovação do Brasil em comparação à de um Silicon Valley, que imagino ser a referência para a tal medida de insuficiência de inovação aqui, é preciso lembrar que o Silicon Valley é uma aberração sem par no mundo. É um lugar onde existem capital, profissionais e uma cultura de alto-risco/alta-recompensa em abundância, tudo isso numa mesma área que compreende apenas poucas cidades.

    Trata-se de um pólo cujas origens remontam ao estabelecimento de centros de pesquisa com fundos públicos ilimitados para a criação de recursos tecnológicos para a Segunda Guerra Mundial. Gradualmente, os financiadores desse modelo perceberam que poderiam reduzir seus custos de utilização dos produtos dessas pesquisas se permitissem que alguns aspectos dessas tecnologias pudessem ser comercializados em escala para a população civil.

    Quer dizer, eles puderam “treinar” muito para estabelecer esse pólo e ajustar esse modelo, desde a inovação até a sua comercialização.

    Então, honestamente, reclamar de uma falta de inovação nas startups brasileiras é como reclamar que o Superman demorou pra salvar o dia. =)

    E como resolver essa situação? O que o artigo descreve é um bom começo. Alguns comentários acima são muito bons também.

    Por fim, uma das recomendações do Antônio Ermírio de Moraes na aula magna da Escola Politécnica da USP (ele costuma dar essa aula sempre que pode) é viajar pra fora do país pra perceber que o Brasil ainda precisa ser construído, isto é, que existe em países mais avançados uma série de produtos e serviços, nos mais diferentes segmento da economia, que podem ser adaptados para o Brasil.

    Reply
  20. Mar 10

    Nada como o tempo (a experiência e interação com 3os) para melhorar ou mudar as idéias. Publiquei no WebInsider um artigo com o mesmo tema, porém, mais crítico ao “clonismo”. Meu alvo principal era a falta de diferenciais e não o ato de copiar em sí. Meu comentário foi de que vale criar algo similar ao que existe lá fora, mas que é fundamental agregar uma proposição única local, até porque nosso mercado e modelo de negócios podem ser diferentes. Na época, escrevi inclusive que clonar não era empreendedorismo.

    Brasil: criatividade x (+) empreendedorismo
    http://webinsider.uol.com.br/2006/11/30/brasil-criatividade-x-empreendedorismo/

    Voltando um pouco no tempo, me lembro porque escrevi isso… eu estava muito inserido em um meio de publicidade com o pessoal falando o tempo todo em como somos criativos, por outro lado, pipocavam imitações do diggs e outros serviços online. Redigi o texto principalmente como provocação a essas iniciativas.

    Considerando a kilometragem que tive desde aquela época e o que post do Yuri, reflito da seguinte forma. 1) De fato, mesmo que seja um clone perfeito, a prática contínua leva, se não a uma inovação, pelo menos a uma atitude pró-ativa (e de quebra criar uma reputação). 2) Em maior ou menor grau, existe sim o desafio do “empreender”. Mesmo que a iniciativa não se tranforme numa empresa, foi resultado de uma ação (ou o popular tirar a bunda da cadeira).

    Assim como somos diferentes um do outro pela soma de nossas experiências, nossas idéias e negócios são (devem ser) diferentes pela mesma razão. Aquela implantação de funcionalidade diversa do original gringo já torna nossa versão local um produto diferente. Se pudermos incluir várias coisas, esse novo site terá diferenciais também em relação ao seu competidor brasileiro que inspirou-se no mesmo gringo.

    Reply
  21. Mar 10

    Nada como o tempo (a experiência e interação com 3os) para melhorar ou mudar as idéias. Publiquei no WebInsider um artigo com o mesmo tema, porém, mais crítico ao “clonismo”. Meu alvo principal era a falta de diferenciais e não o ato de copiar em sí. Meu comentário foi de que vale criar algo similar ao que existe lá fora, mas que é fundamental agregar uma proposição única local, até porque nosso mercado e modelo de negócios podem ser diferentes. Na época, escrevi inclusive que clonar não era empreendedorismo.

    Brasil: criatividade x (+) empreendedorismo
    http://webinsider.uol.com.br/2006/11/30/brasil-criatividade-x-empreendedorismo/

    Voltando um pouco no tempo, me lembro porque escrevi isso… eu estava muito inserido em um meio de publicidade com o pessoal falando o tempo todo em como somos criativos, por outro lado, pipocavam imitações do diggs e outros serviços online. Redigi o texto principalmente como provocação a essas iniciativas.

    Considerando a kilometragem que tive desde aquela época e o que post do Yuri, reflito da seguinte forma. 1) De fato, mesmo que seja um clone perfeito, a prática contínua leva, se não a uma inovação, pelo menos a uma atitude pró-ativa (e de quebra criar uma reputação). 2) Em maior ou menor grau, existe sim o desafio do “empreender”. Mesmo que a iniciativa não se tranforme numa empresa, foi resultado de uma ação (ou o popular tirar a bunda da cadeira).

    Assim como somos diferentes um do outro pela soma de nossas experiências, nossas idéias e negócios são (devem ser) diferentes pela mesma razão. Aquela implantação de funcionalidade diversa do original gringo já torna nossa versão local um produto diferente. Se pudermos incluir várias coisas, esse novo site terá diferenciais também em relação ao seu competidor brasileiro que inspirou-se no mesmo gringo.

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  22. Excelente análise.

    Como o Yuri comentou, existe um gap no mercado por causa da falta de serviços em português. Porém, acredito que o buraco é ainda mais embaixo. Não apenas um gap de mercado, mas um gap de cultura e conceito que o brasileiro às vezes demora para pegar e internalizar. O que causa atraso do nosso lado.

    Muitas startups surgem por causa de outros serviços lançados anteriormente, conhecimento em cima de conhecimento. Estamos andando agora a passos largos, porém os passos devem ser ainda maiores. E algumas vezes a escassez de players, fornecedores de tecnologias necessárias acaba por travar isso também.

    Não vejo problema em copiar, porque empreender não é ter ideia, é fazer acontecer. Nesse caso, discordo de Schumpeter, que também idealizou as coisas em um mundo totalmente “desglobalizado” quando comparado com hoje.

    Agora realmente não somos o Vale do Silício. Segundo o Yuri, AINDA não somos. Será que chegaremos lá? Enquanto não investirmos em educação, tecnologia, de verdade como o primeiro mundo, acho difícil. E o que o governo tem feito é uma gota de um oceano.

    Na internet, nada se cria, tudo se adapta :)

    Reply
  23. Excelente análise.

    Como o Yuri comentou, existe um gap no mercado por causa da falta de serviços em português. Porém, acredito que o buraco é ainda mais embaixo. Não apenas um gap de mercado, mas um gap de cultura e conceito que o brasileiro às vezes demora para pegar e internalizar. O que causa atraso do nosso lado.

    Muitas startups surgem por causa de outros serviços lançados anteriormente, conhecimento em cima de conhecimento. Estamos andando agora a passos largos, porém os passos devem ser ainda maiores. E algumas vezes a escassez de players, fornecedores de tecnologias necessárias acaba por travar isso também.

    Não vejo problema em copiar, porque empreender não é ter ideia, é fazer acontecer. Nesse caso, discordo de Schumpeter, que também idealizou as coisas em um mundo totalmente “desglobalizado” quando comparado com hoje.

    Agora realmente não somos o Vale do Silício. Segundo o Yuri, AINDA não somos. Será que chegaremos lá? Enquanto não investirmos em educação, tecnologia, de verdade como o primeiro mundo, acho difícil. E o que o governo tem feito é uma gota de um oceano.

    Na internet, nada se cria, tudo se adapta :)

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  24. Mar 10

    2 Pontos:

    1) Simples e direto: Empreendedorismo é diferente de Inovação. Combinados formam um dupla perfeita, mas um é completamente diferente do outro.

    1) Concordo com o Mário quando ele diz: Se os mesmos empreendedores que criaram empresas como Apple, Oracle, Cisco, Paypal, Google, YouTube, Twitter e Facebook tivessem apresentado essas idéias para investidores nacionais, eles jamais teriam conseguido o capital necessário para viabilizá-las.

    Reply
  25. Mar 10

    2 Pontos:

    1) Simples e direto: Empreendedorismo é diferente de Inovação. Combinados formam um dupla perfeita, mas um é completamente diferente do outro.

    1) Concordo com o Mário quando ele diz: Se os mesmos empreendedores que criaram empresas como Apple, Oracle, Cisco, Paypal, Google, YouTube, Twitter e Facebook tivessem apresentado essas idéias para investidores nacionais, eles jamais teriam conseguido o capital necessário para viabilizá-las.

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  26. Diego,

    Concordo que nem todo empreendedorismo envolve inovação, mas não existe inovação sem empreendedorismo (não necessariamente envolvendo startups, mas ainda sim empreendedorismo).

    Já viu quem ganhou o Turing Award nesse ano? =)

    http://www.techmeme.com/100309/p50#a100309p50

    Reply
    • Viveiros
      Mar 8

      Renato, concordo totalmente! Execução é o que separa os clones dos concorrentes! Um exemplo prático: MySpace e Orkut vs Facebook.

      Reply
  27. Diego,

    Concordo que nem todo empreendedorismo envolve inovação, mas não existe inovação sem empreendedorismo (não necessariamente envolvendo startups, mas ainda sim empreendedorismo).

    Já viu quem ganhou o Turing Award nesse ano? =)

    http://www.techmeme.com/100309/p50#a100309p50

    Reply
    • Viveiros
      Mar 8

      Renato, concordo totalmente! Execução é o que separa os clones dos concorrentes! Um exemplo prático: MySpace e Orkut vs Facebook.

      Reply
  28. Mar 10

    Eu não consigo copiar algo e ainda assim chamar de “meu”. Copiar ou não é uma decisão pessoal.

    Conheço e sou amigo de empreendedores que clonaram negócios de fora do Brasil, e alguns deles são muito bem sucedidos em suas propostas. Os admiro e aprendo com suas experiências.

    Mas, como eu disse, pessoalmente prefiro trabalhar em algo único, criado a partir da mistura de elementos já existentes.

    Reply
  29. Mar 10

    Eu não consigo copiar algo e ainda assim chamar de “meu”. Copiar ou não é uma decisão pessoal.

    Conheço e sou amigo de empreendedores que clonaram negócios de fora do Brasil, e alguns deles são muito bem sucedidos em suas propostas. Os admiro e aprendo com suas experiências.

    Mas, como eu disse, pessoalmente prefiro trabalhar em algo único, criado a partir da mistura de elementos já existentes.

    Reply
  30. Voces viram essa matéria da TechCrunch:

    Brazil: Copy Cats? What Copy Cats? – http://tcrn.ch/ab9sX3

    Quando li o titulo do seu post até achei que fosse sobre essa matéria, depoi vi q a sua foi postada ontem e a da techcrunch hoje!

    valeu!
    abs.

    @arquitetando

    Reply
  31. Voces viram essa matéria da TechCrunch:

    Brazil: Copy Cats? What Copy Cats? – http://tcrn.ch/ab9sX3

    Quando li o titulo do seu post até achei que fosse sobre essa matéria, depoi vi q a sua foi postada ontem e a da techcrunch hoje!

    valeu!
    abs.

    @arquitetando

    Reply
  32. Mar 10

    Existe sim inovação sem empreendedorismo. Existe até inovação acidental. Tem muita coisa que é inovadora e não é explorada, não ganha destaque, ou fica restrito ao trabalho de um pesquisador num porão. Existem inovações que não geram necessariamente negócios. E na minha concepção pessoal, empreendedorismo é encontrar uma oportunidade e gerar um negócio apartir dele, seja na academia, como funcionário de uma empresa ou em uma startup.

    Reply
    • Opa Millor, falta uma sim, que faza esse trabalho saudável para a industria toda.

      Nessa linha que tu falou… você já viou o airflowing?

      a gente desenhou trilingue ele desde o dia zero

      Reply
  33. Mar 10

    Existe sim inovação sem empreendedorismo. Existe até inovação acidental. Tem muita coisa que é inovadora e não é explorada, não ganha destaque, ou fica restrito ao trabalho de um pesquisador num porão. Existem inovações que não geram necessariamente negócios. E na minha concepção pessoal, empreendedorismo é encontrar uma oportunidade e gerar um negócio apartir dele, seja na academia, como funcionário de uma empresa ou em uma startup.

    Reply
    • Opa Millor, falta uma sim, que faza esse trabalho saudável para a industria toda.

      Nessa linha que tu falou… você já viou o airflowing?

      a gente desenhou trilingue ele desde o dia zero

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  34. Mar 10

    Bom, então pra botar lenha da na discussão, quais são as startups mais inovadoras do mercado brasileiro? Alguém arrisca palpitar?
    Justifiquem-se!!

    Reply
  35. Mar 10

    Bom, então pra botar lenha da na discussão, quais são as startups mais inovadoras do mercado brasileiro? Alguém arrisca palpitar?
    Justifiquem-se!!

    Reply
  36. O Brasil é um país sui generis nesses pontos negativos.

    É fato que, por exemplo, na Europa também não existam muitas histórias de start-ups. Por outro lado, os europeus “comparecem” noutras áreas. A telefonia digital é invenção deles, muitas RFCs da Internet foram escritas por europeus.

    Quantas RFCs foram escritas por brasileiros? Temos 200M habitantes, a Finlândia tem 5M , mas há infinitas vezes mais RFCs escritas por finlandeses, a começar pelos protocolos IRC e SSH, que todo mundo conhece e quase todo mundo usa.

    Reply
  37. O Brasil é um país sui generis nesses pontos negativos.

    É fato que, por exemplo, na Europa também não existam muitas histórias de start-ups. Por outro lado, os europeus “comparecem” noutras áreas. A telefonia digital é invenção deles, muitas RFCs da Internet foram escritas por europeus.

    Quantas RFCs foram escritas por brasileiros? Temos 200M habitantes, a Finlândia tem 5M , mas há infinitas vezes mais RFCs escritas por finlandeses, a começar pelos protocolos IRC e SSH, que todo mundo conhece e quase todo mundo usa.

    Reply
  38. Pessoal,
    Realmente muito boa a discussão. No geral, acho que o tempo do empreendedor é muito melhor gasto pensando em como satisfazer o cliente/usuário do que ficar se preocupando se é inovação ou não.

    Novos restaurantes surgem todos os dias e estão indo bem, sustentam várias famílias. Eles não necessariamente tem dão um show de inovação nos restaurantes antigos, mas são melhores no dia-a-dia.

    A impressão que estou tendo aqui é que se basear em um lugar só é cópia, mas copiar de vários é inovação. Essa definição simplesmente não importa, se o seu cliente/usuário usa o produto e o indica pra outras pessoas, você tem um bom modelo.

    Concordo plenamente que o foco maior que o empreendedor de tecnologia precisa ter é chegar ao aclamado Product/Market Fit. Se for pra pegar um conceito já amadurecido em outros mercados para acelerar o Product/Market Fit, que mal há?

    Meu foco é agradar o cliente, não Schumpeter. Ele não paga meu salário.

    Diego (Gomes),
    Segundo Silvio Meira e eu concordo, inovação é emitir nota fiscal.

    Se você teve uma invenção acidental mas não transformou isso em algo viável, não é inovação. Por isso, concordo com Mario.

    Sobre startups inovadoras, já faço meu jabá da Empreendemia. Pelo que tenho visto, pegar conceitos de: eBay, LinkedIn, Orkut, Twitter, etc. e colocar numa aplicação diferente (B2B), é um ótimo exemplo de inovação.

    Abraços!

    P.S.: Yuri, tá faltando um Disqus por aqui hein?

    Reply
    • Eu concordo com a essência do artigo mas tenho algumas ressalvas. Vamos à elas.

      Exceto pela razão “treinar/aprimorar o empreendedor” eu não acho que aplicações copiadas/adaptadas aqui no Brasil são coisas boas. Podemos até considerá-las inovação se algum aspecto técnico foi melhorado (ex. o original usava um banco de dados relacional e o brasileiro consegue ser mais rápido porque usa um banco não-relacional). Há uma inovação aí que permite que o site funcione melhor.

      Mas eu acho que temos, sim, que buscar e desenvolver idéias originais. Podem ser idéias que evoluam um modelo e não necessariamente idéias revolucionárias.

      Eu cheguei à conclusão que essa idéia de “falta de apoio” e de “dificuldades de empreender” no Brasil Vêm sendo mistificadas a muito tempo e já não retratam a situação atual com tanta exatidão.

      Não estou dizendo que empreender no Brasil seja fácil. Longe disso. Mas não acho que seja tão absurdamente mais difícil do que fazê-lo nos EUA. O problema do empreendedorismo no Brasil é muito mais cultural e educacional do que circunstancial.

      Demora e é mais complicado abrir uma empresa aqui do que lá? É. Mas abrir uma empresa é algo que se faz uma vez só (para cada empresa).

      Temos impostos altos aqui? Temos. Mas como um amigo meu (empresário) diz: eu quero mais é pagar muito imposto. Se eu estou pagando muito imposto significa que estou faturando bastante também (ok, estou desprezando o aspecto concorrência internacional de propósito aqui).

      Falta Angels, seeds, VCs? Falta. Mas as coisas estão começando a mudar. Até que essa mudança ocorra temos FINEP, BNDES, CNPq, etc. para recorrer no momento de aperto. Não é o perfeito mas é o suficiente.

      Vamos fingir que o Twitter ainda não foi criado e supor que *eu* tivesse tido essa idéia (que maravilha)… quanto dinheiro eu precisaria pra fazer um Twitter aqui no Brasil? Quais as dificuldades?

      Usando software livre/open source (como eles fizeram), hosting fora do país (os preços aqui são altos), 2 amigos programadores trabalhando junto e… pronto. Teríamos o Twitter funcionando. Só seriam necessários recursos extras para bancar a infra-estrutura quando o volume de usuários já estivesse grande o suficiente para atrair a atenção de parceiros ou investidores.

      Considerando isso fica a pergunta: porque um sites (originais/inéditos) como o Twitter não podem ser criados no Brasil?

      Sobre a criação do Silicon Valley Brasileiro: não acho que levaríamos tanto tempo e recurso para construir uma “réplica” do Silicon Valley por aqui. Nós já temos a história deles como base. Com todos os seus erros e acertos para nos indicar ‘atalhos’ no processo.

      Sobre inovação: Uma definição interessante (porém imprecisa) para inovação foi apresentada pelo Silvio Meira (C.E.S.A.R.) em uma palestra é a de que inovação é aumento de nota-fiscal emitida. 😀

      Sobre inovação e empreendedorismo: Meses atrás o Marco Gomes escreveu no Twitter dele que “abrir uma padaria” não era empreendedorismo. Pode não ser inovação. Mas, sem dúvida, é empreendedorismo. O que corrobora o ponto 1 do comentário do Diego Gomes.

      Reply
  39. Pessoal,
    Realmente muito boa a discussão. No geral, acho que o tempo do empreendedor é muito melhor gasto pensando em como satisfazer o cliente/usuário do que ficar se preocupando se é inovação ou não.

    Novos restaurantes surgem todos os dias e estão indo bem, sustentam várias famílias. Eles não necessariamente tem dão um show de inovação nos restaurantes antigos, mas são melhores no dia-a-dia.

    A impressão que estou tendo aqui é que se basear em um lugar só é cópia, mas copiar de vários é inovação. Essa definição simplesmente não importa, se o seu cliente/usuário usa o produto e o indica pra outras pessoas, você tem um bom modelo.

    Concordo plenamente que o foco maior que o empreendedor de tecnologia precisa ter é chegar ao aclamado Product/Market Fit. Se for pra pegar um conceito já amadurecido em outros mercados para acelerar o Product/Market Fit, que mal há?

    Meu foco é agradar o cliente, não Schumpeter. Ele não paga meu salário.

    Diego (Gomes),
    Segundo Silvio Meira e eu concordo, inovação é emitir nota fiscal.

    Se você teve uma invenção acidental mas não transformou isso em algo viável, não é inovação. Por isso, concordo com Mario.

    Sobre startups inovadoras, já faço meu jabá da Empreendemia. Pelo que tenho visto, pegar conceitos de: eBay, LinkedIn, Orkut, Twitter, etc. e colocar numa aplicação diferente (B2B), é um ótimo exemplo de inovação.

    Abraços!

    P.S.: Yuri, tá faltando um Disqus por aqui hein?

    Reply
    • Eu concordo com a essência do artigo mas tenho algumas ressalvas. Vamos à elas.

      Exceto pela razão “treinar/aprimorar o empreendedor” eu não acho que aplicações copiadas/adaptadas aqui no Brasil são coisas boas. Podemos até considerá-las inovação se algum aspecto técnico foi melhorado (ex. o original usava um banco de dados relacional e o brasileiro consegue ser mais rápido porque usa um banco não-relacional). Há uma inovação aí que permite que o site funcione melhor.

      Mas eu acho que temos, sim, que buscar e desenvolver idéias originais. Podem ser idéias que evoluam um modelo e não necessariamente idéias revolucionárias.

      Eu cheguei à conclusão que essa idéia de “falta de apoio” e de “dificuldades de empreender” no Brasil Vêm sendo mistificadas a muito tempo e já não retratam a situação atual com tanta exatidão.

      Não estou dizendo que empreender no Brasil seja fácil. Longe disso. Mas não acho que seja tão absurdamente mais difícil do que fazê-lo nos EUA. O problema do empreendedorismo no Brasil é muito mais cultural e educacional do que circunstancial.

      Demora e é mais complicado abrir uma empresa aqui do que lá? É. Mas abrir uma empresa é algo que se faz uma vez só (para cada empresa).

      Temos impostos altos aqui? Temos. Mas como um amigo meu (empresário) diz: eu quero mais é pagar muito imposto. Se eu estou pagando muito imposto significa que estou faturando bastante também (ok, estou desprezando o aspecto concorrência internacional de propósito aqui).

      Falta Angels, seeds, VCs? Falta. Mas as coisas estão começando a mudar. Até que essa mudança ocorra temos FINEP, BNDES, CNPq, etc. para recorrer no momento de aperto. Não é o perfeito mas é o suficiente.

      Vamos fingir que o Twitter ainda não foi criado e supor que *eu* tivesse tido essa idéia (que maravilha)… quanto dinheiro eu precisaria pra fazer um Twitter aqui no Brasil? Quais as dificuldades?

      Usando software livre/open source (como eles fizeram), hosting fora do país (os preços aqui são altos), 2 amigos programadores trabalhando junto e… pronto. Teríamos o Twitter funcionando. Só seriam necessários recursos extras para bancar a infra-estrutura quando o volume de usuários já estivesse grande o suficiente para atrair a atenção de parceiros ou investidores.

      Considerando isso fica a pergunta: porque um sites (originais/inéditos) como o Twitter não podem ser criados no Brasil?

      Sobre a criação do Silicon Valley Brasileiro: não acho que levaríamos tanto tempo e recurso para construir uma “réplica” do Silicon Valley por aqui. Nós já temos a história deles como base. Com todos os seus erros e acertos para nos indicar ‘atalhos’ no processo.

      Sobre inovação: Uma definição interessante (porém imprecisa) para inovação foi apresentada pelo Silvio Meira (C.E.S.A.R.) em uma palestra é a de que inovação é aumento de nota-fiscal emitida. 😀

      Sobre inovação e empreendedorismo: Meses atrás o Marco Gomes escreveu no Twitter dele que “abrir uma padaria” não era empreendedorismo. Pode não ser inovação. Mas, sem dúvida, é empreendedorismo. O que corrobora o ponto 1 do comentário do Diego Gomes.

      Reply
  40. Uma perpectiva de fora sobre o assunto em questão aqui:

    http://vc-brazil.com/blog/drive-brazils-startup-boom/

    Reply
  41. Uma perpectiva de fora sobre o assunto em questão aqui:

    http://vc-brazil.com/blog/drive-brazils-startup-boom/

    Reply
  42. Boa Diego!

    “quais são as startups mais inovadoras do mercado brasileiro? Alguém arrisca palpitar?
    Justifiquem-se!!” [2]

    Principalmente aqueles que são contra cópia. Não é vergonha copiar, não é amadorismo copiar. Empreender é fazer acontecer, é colocar a mão na massa, e mesmo modelo iguais ou parecidos com os gringos, todos inovam de alguma forma na tropicalização. E fazem fama com isso.

    Reply
    • Mar 10

      Mario: Uma coisa é inspiração. Como eu disse, os judeus têm um verbo para “criar a patir do nada”, e ele só se aplica a Javé.

      Uma coisa é se inspirar, inclusive se inspirar em diferentes iniciativas de terceiros. Outra coisa é clonar, inclusive copiando nome e layout. (oulkut e chatrole alguém?)

      Reply
      • Isto é fundamental:

        “4) Os editais da FINEP, CNPq – entre outros – possuem uma banca avaliadora que não tem experiência em CRIAR inovação. O que os qualifica para AVALIAREM a inovação? Qual a metodologia usada para falar “Este é um projeto inovador com nota 3″?”

        OMG!!! you’re soooooooooo right!

        isso é consequência de um sistema educativo que castra a criatividade e treina pessoas a pensarem que um problema tem uma solução certa (determinada pela autoridade de turno que é sempre certa).

        Bobagem.

        Se isso fosse certo todos vestiríamos igual e comeríamos o mesmo e vivaríamos no mundo de 1984 (filme) <– que BTW a McIntosh acabou com ele

        Screw that. Ok..

        banana!

        Nós, com a flowing, saímos 5to lugar com o airflowing numa banca que avaliava uns empreendimentos mas durante nossa banca eu perguntei aos consultores quantos tinham lido The Long Tail Economy (a economia da cauda longa) e os caras me olhavam como se eu estivesse numa outra galaxia.

        Cara eu não tinha perguntado se tinham lido Made to Stick ou REWORK eu tinha perguntado o básico do básico. Algo do 2006 que hoje é tão avançado quanto a mamadeira.

        Qué avaliação pode sair de lá?

        Ou seja… Screw that.

        Ok.. em português banana!

        Cara de mamões terão vocês!

        PD: quanta fruta! 😀

        Reply
  43. Boa Diego!

    “quais são as startups mais inovadoras do mercado brasileiro? Alguém arrisca palpitar?
    Justifiquem-se!!” [2]

    Principalmente aqueles que são contra cópia. Não é vergonha copiar, não é amadorismo copiar. Empreender é fazer acontecer, é colocar a mão na massa, e mesmo modelo iguais ou parecidos com os gringos, todos inovam de alguma forma na tropicalização. E fazem fama com isso.

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    • Mar 10

      Mario: Uma coisa é inspiração. Como eu disse, os judeus têm um verbo para “criar a patir do nada”, e ele só se aplica a Javé.

      Uma coisa é se inspirar, inclusive se inspirar em diferentes iniciativas de terceiros. Outra coisa é clonar, inclusive copiando nome e layout. (oulkut e chatrole alguém?)

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      • Isto é fundamental:

        “4) Os editais da FINEP, CNPq – entre outros – possuem uma banca avaliadora que não tem experiência em CRIAR inovação. O que os qualifica para AVALIAREM a inovação? Qual a metodologia usada para falar “Este é um projeto inovador com nota 3″?”

        OMG!!! you’re soooooooooo right!

        isso é consequência de um sistema educativo que castra a criatividade e treina pessoas a pensarem que um problema tem uma solução certa (determinada pela autoridade de turno que é sempre certa).

        Bobagem.

        Se isso fosse certo todos vestiríamos igual e comeríamos o mesmo e vivaríamos no mundo de 1984 (filme) <– que BTW a McIntosh acabou com ele

        Screw that. Ok..

        banana!

        Nós, com a flowing, saímos 5to lugar com o airflowing numa banca que avaliava uns empreendimentos mas durante nossa banca eu perguntei aos consultores quantos tinham lido The Long Tail Economy (a economia da cauda longa) e os caras me olhavam como se eu estivesse numa outra galaxia.

        Cara eu não tinha perguntado se tinham lido Made to Stick ou REWORK eu tinha perguntado o básico do básico. Algo do 2006 que hoje é tão avançado quanto a mamadeira.

        Qué avaliação pode sair de lá?

        Ou seja… Screw that.

        Ok.. em português banana!

        Cara de mamões terão vocês!

        PD: quanta fruta! 😀

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  44. Mar 10

    Millor,
    Inovação gera negócios viáveis em escala e se caracteriza por romper padrões.

    Não estou falando de melhorias incrementais, que acabam por gerar produtos interessantes, mas que não mudam as regras do jogo. Inovação não é nota fiscal, e muito menos combinar um monte de tecnologias e fazer um frankenstein.
    Existem diversos negócios muito parecidos (clones) de negócios gringos, com adaptações para o mercado local. Admiro quase todos eles, principalmente por permitirem que os empreendedores possam viver do “seu” produto, e também vir a participar de iniciativas mais ousadas e inovadoras no futuro.

    São negócios rentáveis, com funcionários, mas existe um teto que é quase impossível de ser alcançado pois quem chegou primeiro, domina o mercado (quase sempre). Eu realmente admiro estes negócios, mas chamá-los de inovadores é algo controverso.

    Imagine por exemplo o caso do Dihitt. Ele é basicamente um clone local do Digg. Hoje o site está entre os mais acessados do Brasil. Tem uma comunidade grande e engajada, mas não é realmente inovador. Ele entendeu um modelo, replicou aqui, adicionou algumas peculiaridades e deu certo, provavelmente está faturando bem. Mas o máximo que ele pode esperar é ser comprado em alguma expansão do Digg, ou atacar em outras frentes, outras linhas de negócios e outros produtos. Investir em pesquisa e inovação é uma escolha que deve ser feita cedo, mas quem paga a conta inicial e ajuda o empreendedor a fazer bootstrap são os copycats, que são baratos de serem testados e já são modelos testados.

    Reply
  45. Mar 10

    Millor,
    Inovação gera negócios viáveis em escala e se caracteriza por romper padrões.

    Não estou falando de melhorias incrementais, que acabam por gerar produtos interessantes, mas que não mudam as regras do jogo. Inovação não é nota fiscal, e muito menos combinar um monte de tecnologias e fazer um frankenstein.
    Existem diversos negócios muito parecidos (clones) de negócios gringos, com adaptações para o mercado local. Admiro quase todos eles, principalmente por permitirem que os empreendedores possam viver do “seu” produto, e também vir a participar de iniciativas mais ousadas e inovadoras no futuro.

    São negócios rentáveis, com funcionários, mas existe um teto que é quase impossível de ser alcançado pois quem chegou primeiro, domina o mercado (quase sempre). Eu realmente admiro estes negócios, mas chamá-los de inovadores é algo controverso.

    Imagine por exemplo o caso do Dihitt. Ele é basicamente um clone local do Digg. Hoje o site está entre os mais acessados do Brasil. Tem uma comunidade grande e engajada, mas não é realmente inovador. Ele entendeu um modelo, replicou aqui, adicionou algumas peculiaridades e deu certo, provavelmente está faturando bem. Mas o máximo que ele pode esperar é ser comprado em alguma expansão do Digg, ou atacar em outras frentes, outras linhas de negócios e outros produtos. Investir em pesquisa e inovação é uma escolha que deve ser feita cedo, mas quem paga a conta inicial e ajuda o empreendedor a fazer bootstrap são os copycats, que são baratos de serem testados e já são modelos testados.

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  46. Ainda não pensei sobre quem seriam as startups mais inovadoras no Brasil, mas tenho certeza de que, pra cada startup “inovadora” que alguém aponte, eu consigo indicar a “inspiração” deles.

    Do Google à Apple. =)

    Reply
  47. Ainda não pensei sobre quem seriam as startups mais inovadoras no Brasil, mas tenho certeza de que, pra cada startup “inovadora” que alguém aponte, eu consigo indicar a “inspiração” deles.

    Do Google à Apple. =)

    Reply
  48. Diego,
    Não quis dizer de forma alguma que inovação é só gerar notas fiscais. Concordo com você, inovação gera negócios viáveis e rompe padrões. Meu único ponto é enfatizar a parte do negócios viáveis, já que é isso que diferencia inovação de invenção.

    Acho que uma inovação precisa ser disruptiva, mas nem tanto assim. Gosto muito de um artigo de Harvard que o cara fala que pra aumentar suas chances de sucesso, você precisa estar 15 minutos na frente da competição. Dessa forma você tem sua liderança ao mesmo tempo em que cria algo que não exija tanto esforço das pessoas para adotar seu produto.
    http://blogs.hbr.org/kanter/2009/11/find-the-15minute-competitive.html

    No caso de empresas brasileiras em relação aos gringos, esses 15 minutos na frente podem ser representados pelo idioma. Como início, está ótimo. A partir da experiência do dia-a-dia, a inovação verdadeira vai surgindo.

    Reply
  49. Diego,
    Não quis dizer de forma alguma que inovação é só gerar notas fiscais. Concordo com você, inovação gera negócios viáveis e rompe padrões. Meu único ponto é enfatizar a parte do negócios viáveis, já que é isso que diferencia inovação de invenção.

    Acho que uma inovação precisa ser disruptiva, mas nem tanto assim. Gosto muito de um artigo de Harvard que o cara fala que pra aumentar suas chances de sucesso, você precisa estar 15 minutos na frente da competição. Dessa forma você tem sua liderança ao mesmo tempo em que cria algo que não exija tanto esforço das pessoas para adotar seu produto.
    http://blogs.hbr.org/kanter/2009/11/find-the-15minute-competitive.html

    No caso de empresas brasileiras em relação aos gringos, esses 15 minutos na frente podem ser representados pelo idioma. Como início, está ótimo. A partir da experiência do dia-a-dia, a inovação verdadeira vai surgindo.

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  50. Mar 10

    Millor,
    eu não disse apenas viáveis, disse viáveis em escala. Como um modelo de negócio clonado escala no mercado internacional? Quais novos padrões um clone ou uma adaptação de um serviço traz? Que inovação traz um serviço apenas por ser em potuguês? Existem milhares de negócios viáveis, mas não inovadores, e está tudo bem bom isso. Pense em MercadoLivre versus Ebay, Dihitt vs Digg e outros. Se eu quiser lançar o stack overflow brasileiro, o tweetmeme, o techmeme, o weblogs.inc, o groupon ou o linkedin, não haverá inovação, mas é um modelo justo, que pode ser validado e até viabilizar outras inovações no futuro (apesar de quase nunca acontecer…). Não há nada mal nisso, afinal onde tem mercado, tem empreendedores…

    Reply
  51. Mar 10

    Millor,
    eu não disse apenas viáveis, disse viáveis em escala. Como um modelo de negócio clonado escala no mercado internacional? Quais novos padrões um clone ou uma adaptação de um serviço traz? Que inovação traz um serviço apenas por ser em potuguês? Existem milhares de negócios viáveis, mas não inovadores, e está tudo bem bom isso. Pense em MercadoLivre versus Ebay, Dihitt vs Digg e outros. Se eu quiser lançar o stack overflow brasileiro, o tweetmeme, o techmeme, o weblogs.inc, o groupon ou o linkedin, não haverá inovação, mas é um modelo justo, que pode ser validado e até viabilizar outras inovações no futuro (apesar de quase nunca acontecer…). Não há nada mal nisso, afinal onde tem mercado, tem empreendedores…

    Reply
  52. Diego, concordo com você que pra escalar internacionalmente é necessária a “verdadeira inovação”. Porém, o que é a verdadeira inovação é algo que podemos discutir infinitamente.

    Vale a pena lembrar também que First Mover Advantage não é fórmula definitiva para o sucesso. Além de algumas já conhecidas, a do telefone é fantástica. Um cara criou o telefone mas não fez nada com isso, uma mulher criou outra versão e chegou a patentear, mas quem fez a verdadeira inovação foi Graham Bell que deu um jeito de espalhar a ideia e ficar com o crédito. Vale a pena conferir a história:
    http://www.copyblogger.com/alexander-graham-bell

    Além disso, até certo ponto o Twitter é um blog simplificado, o Google é um Yahoo! melhorado (e muito!), etc. Não acho The Winner Takes All pode ser encarado como a dinâmica pra todos os mercados de inovação, ainda mais porque chega uma hora que um novo mercado vai surgir em torno desse e a briga pela liderança recomeça.

    A liderança sem dúvida deixa a empresa numa situação confortável, mas não intocável. Sempre existe a chance de vir alguém que começou como uma adaptação vir “comendo pelas beiradas” e depois de um tempo lançar uma Killer Feature que vai mudar o mercado, deixando o concorrente obsoleto.

    Lógico que o ideal é o cara surgir com aquela ideia fantástica que teve no banho e revolucionar o mercado, mas na prática isso é muito raro. Acredito que o caminho mais fácil é justamente ter inovações incrementais, agregando valor ao cliente desde já, e conforme essa experiência se acumular a chance de surgir algo revolucionário aumenta muito.

    Reply
  53. Diego, concordo com você que pra escalar internacionalmente é necessária a “verdadeira inovação”. Porém, o que é a verdadeira inovação é algo que podemos discutir infinitamente.

    Vale a pena lembrar também que First Mover Advantage não é fórmula definitiva para o sucesso. Além de algumas já conhecidas, a do telefone é fantástica. Um cara criou o telefone mas não fez nada com isso, uma mulher criou outra versão e chegou a patentear, mas quem fez a verdadeira inovação foi Graham Bell que deu um jeito de espalhar a ideia e ficar com o crédito. Vale a pena conferir a história:
    http://www.copyblogger.com/alexander-graham-bell

    Além disso, até certo ponto o Twitter é um blog simplificado, o Google é um Yahoo! melhorado (e muito!), etc. Não acho The Winner Takes All pode ser encarado como a dinâmica pra todos os mercados de inovação, ainda mais porque chega uma hora que um novo mercado vai surgir em torno desse e a briga pela liderança recomeça.

    A liderança sem dúvida deixa a empresa numa situação confortável, mas não intocável. Sempre existe a chance de vir alguém que começou como uma adaptação vir “comendo pelas beiradas” e depois de um tempo lançar uma Killer Feature que vai mudar o mercado, deixando o concorrente obsoleto.

    Lógico que o ideal é o cara surgir com aquela ideia fantástica que teve no banho e revolucionar o mercado, mas na prática isso é muito raro. Acredito que o caminho mais fácil é justamente ter inovações incrementais, agregando valor ao cliente desde já, e conforme essa experiência se acumular a chance de surgir algo revolucionário aumenta muito.

    Reply
  54. Diego,
    Agora fiquei com uma curiosidade. Você considera a Zappos um exemplo de inovação?

    Eles vendem sapatos (produto comum) pela internet (canal de distribuição já estabelecido), mas tem um posicionamento de marca e relacionamento com cliente que os diferencia de qualquer outro vendedor de sapatos. Essa inovação do dia-a-dia é englobada no tipo de inovação que estamos discutindo por aqui ou só inovações relacionadas ao produto em si?

    Abraços!

    Reply
  55. Diego,
    Agora fiquei com uma curiosidade. Você considera a Zappos um exemplo de inovação?

    Eles vendem sapatos (produto comum) pela internet (canal de distribuição já estabelecido), mas tem um posicionamento de marca e relacionamento com cliente que os diferencia de qualquer outro vendedor de sapatos. Essa inovação do dia-a-dia é englobada no tipo de inovação que estamos discutindo por aqui ou só inovações relacionadas ao produto em si?

    Abraços!

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  56. Mar 11

    Zappos é uma das empresas mais inovadoras do mundo na minha opinião. Eles reinventaram o customer service, quebraram muitos paradigmas de recursos humanos (o treinamento dos funcionários é um ótimo exemplo), e assim como graham bell, eles receberam o crédito por isso. Ninguém chega ao topo sem ser inovador.
    Mas dá pra pegar uma fatia legal de mercado e viver bem apenas empreendendo, sem inovar. É o meu ponto.

    A inovação não acontece apenas em um lugar, ou apenas um momento, sim, podem ter 3 inventores do telefone, mas apenas um empreendeu no sentido de popularizar seu produto.

    1) O google não é um Yahoo melhorado. Ele reinventou a busca e resolveu a grande maioria dos problemas que todos os buscadores anteriores foram incapazes de resolver.
    2) O twitter não é apenas um blog de 140 caracteres. Ele inovou ao quebrar um paradigma de entrega de informação em tempo real num mundo cada vez mais acelerado.

    Se você for pensar apenas em isso é aquilo melhorado, a roda é apenas um quadrado com as arestas polidas.

    Reply
  57. Mar 11

    Zappos é uma das empresas mais inovadoras do mundo na minha opinião. Eles reinventaram o customer service, quebraram muitos paradigmas de recursos humanos (o treinamento dos funcionários é um ótimo exemplo), e assim como graham bell, eles receberam o crédito por isso. Ninguém chega ao topo sem ser inovador.
    Mas dá pra pegar uma fatia legal de mercado e viver bem apenas empreendendo, sem inovar. É o meu ponto.

    A inovação não acontece apenas em um lugar, ou apenas um momento, sim, podem ter 3 inventores do telefone, mas apenas um empreendeu no sentido de popularizar seu produto.

    1) O google não é um Yahoo melhorado. Ele reinventou a busca e resolveu a grande maioria dos problemas que todos os buscadores anteriores foram incapazes de resolver.
    2) O twitter não é apenas um blog de 140 caracteres. Ele inovou ao quebrar um paradigma de entrega de informação em tempo real num mundo cada vez mais acelerado.

    Se você for pensar apenas em isso é aquilo melhorado, a roda é apenas um quadrado com as arestas polidas.

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  58. Mar 11

    Aproveitando a carona da discussão do Diego e do Millor,

    Essa inovação mais “radical” (algo escalável mundialmente) certamente tem maior potencial de recompensa, mas também é indiscutivelmente mais arriscado. Sem querer entrar no mérito se é possível ou não criar uma empresa global no estilo do Google aqui no Brasil (vou supor que sim, para este argumento), esse é o jogo dos VCs. Eles apostam alto e sabem que 95% das iniciativas vão fracassar, enquanto os 5% vão pagar o resto do portfolio. Essa matemática fecha a conta do modelo de negócio dos VCs, mas para os empreendedores é uma loteria: 5% ficam multimilionários e 95% acabam com nada de grana (fora, claro, o aprendizado).

    O David Hansson falou muito bem sobre essa questão das probabilidades na palestra dele no Startup School em 2008 (http://www.omnisio.com/startupschool08/david-heinemeier-hansson-at-startup-school-08). Já vi vários caras bem sucedidos (Jason Cohen, Dharmesh Shah, James Hong, Jason Calacanis, entre outros) sugerindo que na primeira Startup o empreendedor busque maximizar as chances de obter uma liberdade financeira para não depender mais de um emprego para o resto da vida. Isso viria através de uma saída (venda) menor ou pela obtenção de dividendos com um produto, algo como o conceito de “muse” do Tim Ferriss no 4HWW.
    Sobre isso tudo, recomendo a leitura desse post do Jason Cohen:
    http://blog.asmartbear.com/rich-vs-king-sold-company.html

    Aí, depois desse evento de liquidez, o empreendedor teria mais segurança e competência para, caso queira, criar uma nova Startup para apostar mais alto.

    Linkando de volta ao tópico do post, “copiar” uma coisa de fora ainda é difícil, mas seria uma iniciativa com probabilidades bem maiores de sucesso (neste caso, definido por essa liberdade financeira).

    Acho que no final das contas é uma escolha pessoal do empreendedor, mas é importante cada um saber bem o que está buscando, e quais os riscos e potenciais recompensas de cada abordagem.

    Abraços,
    Eric

    Ps. Yuri, endosso o clamor do povo pela instalação do Disqus aqui. 😉

    Reply
  59. Mar 11

    Aproveitando a carona da discussão do Diego e do Millor,

    Essa inovação mais “radical” (algo escalável mundialmente) certamente tem maior potencial de recompensa, mas também é indiscutivelmente mais arriscado. Sem querer entrar no mérito se é possível ou não criar uma empresa global no estilo do Google aqui no Brasil (vou supor que sim, para este argumento), esse é o jogo dos VCs. Eles apostam alto e sabem que 95% das iniciativas vão fracassar, enquanto os 5% vão pagar o resto do portfolio. Essa matemática fecha a conta do modelo de negócio dos VCs, mas para os empreendedores é uma loteria: 5% ficam multimilionários e 95% acabam com nada de grana (fora, claro, o aprendizado).

    O David Hansson falou muito bem sobre essa questão das probabilidades na palestra dele no Startup School em 2008 (http://www.omnisio.com/startupschool08/david-heinemeier-hansson-at-startup-school-08). Já vi vários caras bem sucedidos (Jason Cohen, Dharmesh Shah, James Hong, Jason Calacanis, entre outros) sugerindo que na primeira Startup o empreendedor busque maximizar as chances de obter uma liberdade financeira para não depender mais de um emprego para o resto da vida. Isso viria através de uma saída (venda) menor ou pela obtenção de dividendos com um produto, algo como o conceito de “muse” do Tim Ferriss no 4HWW.
    Sobre isso tudo, recomendo a leitura desse post do Jason Cohen:
    http://blog.asmartbear.com/rich-vs-king-sold-company.html

    Aí, depois desse evento de liquidez, o empreendedor teria mais segurança e competência para, caso queira, criar uma nova Startup para apostar mais alto.

    Linkando de volta ao tópico do post, “copiar” uma coisa de fora ainda é difícil, mas seria uma iniciativa com probabilidades bem maiores de sucesso (neste caso, definido por essa liberdade financeira).

    Acho que no final das contas é uma escolha pessoal do empreendedor, mas é importante cada um saber bem o que está buscando, e quais os riscos e potenciais recompensas de cada abordagem.

    Abraços,
    Eric

    Ps. Yuri, endosso o clamor do povo pela instalação do Disqus aqui. 😉

    Reply
  60. Yuri Gitahy
    Mar 11

    Pro Eric, Millor, Mario e outros que ficaram tristes pelo Disqus não estar instalado: ele já estava instalado, integrado ao design, com os comments exportados para o disqus, mas eles não aparecem quando o Disqus está habilitado. Eu tenho que escolher: calls / reuniões com as startups ou debuggar a instalação :)

    Abraço,

    — Yuri

    Reply
  61. Yuri Gitahy
    Mar 11

    Pro Eric, Millor, Mario e outros que ficaram tristes pelo Disqus não estar instalado: ele já estava instalado, integrado ao design, com os comments exportados para o disqus, mas eles não aparecem quando o Disqus está habilitado. Eu tenho que escolher: calls / reuniões com as startups ou debuggar a instalação :)

    Abraço,

    — Yuri

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  62. Mar 11

    Eric. Concordo 100% com vc. Por isso o brasileiro é conhecido lá fora como criativo, adaptável, mas não como inovador. Inovar sai caro e é arriscado demais. O clone é técnica e financeiramente viável, além de comprovado. Inovar precisa de investimentos pesados em pesquisa e o objetivo 1 de 95% dos empreendedores brasileiros é apenas viver do seu negócio.

    Reply
  63. Anonymous
    Mar 25

    Oi gente!

    Aqui sao meus opinoes.

    Como sempre, gente inteligente podem ter opiniaos diferentes.

    Eu posso ser errado.

    A coisa que e importante, e que me deixo feliz, e que nos temos agora uma communidade que conversa sobre este tipo de assuntos.

    Obrigado!

    Um abraco,

    Simon

    ———————

    (1) “Por isso, praticar a construção e lançamento de “similares” – ou com pequenas adaptações de serviços existentes – pode ser crucial para se levar uma ideia realmente inovadora quando ela aparecer.”

    Concordo com voce que copiando um site de fora pode ser uma boa maneira practicar, a unica problem e se voce ta “praticando” com o dinheiro dos outros.

    Ou seja, se nao e 100% seu dinheiro, voce ta colocando o dinheiro de seus investidores em perigo.

    Eu tambem acho que esta estrategia tem muito risco porque, como eu falei no commentario de RRW, cada dia o velocidade em que os sites de fora ta chegando aqui no Brasil e mais rapido.

    Entao, dez anos atras, quando tudo mundo tava igornando Brasil, esta estrategia tinha merito, mas hoje em dia, Brasil ta no radar das empresas de fora e eles estao chegando mais rapido aqui.

    (2) “Enquanto outros serviços externos não lançarem sites traduzidos para o Brasil, existe um gap de mercado.”

    Eu nao acho que esta gap de mercado e suficiente nao. Ou seja, Orkut, YouTube, e Twitter decolo no Brasil bem antes de que eles disponibilizaram uma versao em Portuguese.

    Entao, o gap nao e um advantagem tao grande nao.

    Outra coisa, depois que eles vi a demanda em Brasil, os tres sites criaram versoes em Portuguese.

    Entao, eu acho que esta gap nao e suficiente construir uma empresa.

    Onde voce tem reasao e quando tem fatores culturais involvidos.

    Ou seja, se o site nao tem um versao em Portuguese nao e tao importante de que se o site nao bate com a cultura local.

    (3) “Se você tiver reconhecimento do seu público em um serviço similar a um site gringo, tem uma grande oportunidade nas mãos: se e quando seu serviço realmente inovador estiver pronto, você poderá usar esse reconhecimento ao seu favor e apresentá-lo a uma grande massa de usuários com quem já se relaciona.”

    Cuidado!

    Agora voce ta mexendo com o lado negro de Forca!!!!

    Porque?

    Porque tudo empreendedor vai ler isso e acha que ele (ou ela) pode fazer dois negocios no mesmo tempo.

    Nao pode!

    Ou seja, poucissimo pessoas podem, mas o maioridade de nos mortais nao podemos.

    A problema quando voce sugir alguma coisa assim e que tudo mundo ler e fala, “Eu posso!”, quando o maioridade nao pode.

    Entao, eu acho que qualquer dica que sugirir fazer dois negocios (similares ou nao) e extremente perigroso.

    Faulta de foco mata empresas e pessoas vai usar esta dica sua como uma desculpa para nao focar.

    (4) “Se existia uma necessidade e você passou a atendê-la antes, a dianteira aumenta muito suas chances de sucesso e cria uma barreira para os próximos que também decidirem copiar a mesma ideia.”

    Duas criticas.

    “Se existia uma necessidade e voce passou a atendela…”, porque voce ta copiando um site de fora inves de criar uma empresa atende esta demanda?

    Ou seja, se voce vi uma demanda local, porque voce nao correr atras de uma solucao?

    Porque voce ta olhando o mercado de fora e copiando eles inves de olhando nossa realidade aqui?!

    “…cria uma barreira para os próximos que também decidirem copiar a mesma ideia.”

    Nossa!

    Se e tao facil copiar, nao e um boa negocio.

    Outra coisa, nao vai ter “barreiras” sem “switching costs”.

    Ou seja, a problema com muito sites de Web 2.0 e que eles sao facil copiar e nao tem “switching costs”, que prevenir voce indo de um para o outro.

    Ou seja, vamos falar que voce tinha um perfil no Friendster, depois MySpace, depois Orkut, e agora Facebook.

    Sem “switching costs” nao existe impedimento previnir voce de ir para um para um outro.

    Olha as restaurantes, boates, ou academias no seu barrio.

    Tudo mundo vai para o novo, e depois pula para o outro mais novo.

    Porque?

    Porque nao tem “switching costs”.

    Entao, sites funciona no mesmo maneira.

    Se nao tem “switching costs”, os usarios pula de um para um outro.

    (5) “Só, amigão, que aqui ainda não é o Vale do Silício.”

    Concordo, so que cada dia o Vale de Silicio ta ficando mais perto de nos! 😉

    Com o successo de Web 2.0, voce pode ser baseado em qualquer parte de mundo e ter um produto ou servico global.

    Inves de brigar com esta realidade, porque nao usa ele para seu advantagem?!

    No meu opiniao, nao e o momento usar uma estrategia de 1999–copiar empresas de fora.

    Porque nao usa o fato que empresas nao sao mais tao dependentes no geografia para construir uma empresa Web 2.0 global Brasileiro?

    (6) “Fail fast and cheap”

    Concordo, so que nao faz isso com o dinheiro dos outros.

    Ou seja, criar um app ou site com seu proprio dinheiro.

    Se comeca ganhar usarios, pega dinheiro de um angel ou um outro fonte de capital semente.

    Mas no inicio, usa seu proprio dinheiro.

    Se voce ta so chutando e nao sei se vai ter successo ou nao, eu acho melhor nao coloca o dinheiro dos outros em perigo.

    (7) “Por que nao?”

    Eu acho que tudo mundo precisa fazer o que deixa eles feliz.

    Entao, se voce senti satisfeito copiando um site de fora, fazer isso.

    Mas, se voce quiser criar alguma coisa novo, go for it!

    Na historia de mundo, nunca existiu uma melhor epoca fazer isso de que agora! :)

    Reply
    • Anonymous
      Mar 26

      Simon, obrigado pelas ótimas ponderações. Tudo que você falou é 100% correto para startups “de verdade”: inovadoras, passíveis de investimento ou já investidas.

      Diferente do contexto do mercado americano ou de VCs brasileiros, nós aprendemos o seguinte no trabalho “from the trenches”:

      – a maioria dos empreendedores em tech startups no Brasil são iniciantes, e ainda não estão preparados para gerar ou gerir inovação – ao mesmo tempo, com um pouco de prática, aprendizado e mentoring, muitos podem se tornar capazes disso.

      – o mercado brasileiro é povoado por quase uma centena de startups pequenas, com audiências de nichos ou micro-populações de 10 a 100 mil usuários. Elas não concorrem com grandes sites como twitter ou youtube, mas sim com as startups do mesmo tamanho que estão lá fora, mas que têm acesso a capital para ganharem tração.

      – Não existe “dinheiro dos outros”. São startups operando com capital próprio (vide post anterior – http://aceleradora.net/blog/2010/02/06/voce-realmente-precisa-de-um-investidor-agora/)

      – mais da metade dos empreendedores com quem lidamos diariamente tocam mais de um produto em teste ao mesmo tempo, para ver qual é o mais viável. Eles não têm outra alternativa. Também prestam serviços no tempo livre para investirem nos seus produtos. A clonagem é a forma de – por exemplo – gerar caixa com Adsense para investir nas verdadeiras idéias inovadoras

      Resumindo, vocês devem passar por uma escassez de bons negócios para aporte na FIR. Acreditamos que isso acontece por dois motivos:
      – o passo anterior – angels e early-stage – ainda não está maduro no Brasil
      – os empreendedores precisam de capacitação, mentoring e prática até encontrarem projetos que realmente valham a pena serem submetidos.

      É nesse contexto que o post está inserido, e onde está focado o trabalho da Aceleradora.

      Reply
      • Anonymous
        Mar 26

        Oi Yuri! :)

        Otimo commentarios, e obrigado denovo pela opportunidade contribuir para a conversa.

        Bem, algumas pensamentos.

        Eu concordo com quasi tudo que voce falo, mas eu discordo fortamente com o opiniao que Brasileiros, “ainda não estão preparados para gerar ou gerir inovação”.

        Isso para mim e um mito.

        Olha o caso de Akwan.

        A machina de busca de Akwan nao fui uma copia de Google.

        Eles tava criando e inovando a machina de busca deles em parallel com o Google.

        Para um caso mais recente, olha o produto, BTBuckets, de Predicta, http://www.btbuckets.com.

        Predicta nao tava copiando ninguem, eles vi uma demanda e desenvolveram uma solucao que acabo sendo uma referencia no mundo enteiro.

        Ikwa, http://www.ikwa.com.br, Orolix, http://www.orolix.com.br, e Power, http://www.power.com, sao mais tres exemplos de inovacao Brasileiro.

        Entao, se voce fala que Brasileiro ainda nao tem a cultura de largar tudo e fazer uma empresa startup, eu concordo com voce.

        Se voce fala que, as vezes, Brasileiro faulta a confianca de criar um novo produto ou servico, eu concordo com voce.

        Ou, se voce fala que gestao professional e governanca corporativa ainda e um novidade no Brasil, eu concordo com voce.

        Mas eu nao concordo com o opiniao que Brasileiros “ainda não estão preparados para gerar ou gerir inovação”, porque Brasileiro viver inovando.

        Sobre seu commentario que, “…mais da metade dos empreendedores com quem lidamos diariamente tocam mais de um produto em teste ao mesmo tempo, para ver qual é o mais viável.”, eu concordo 100% com voce.

        Voce nunca vai achar o caminho certo o primeira vez.

        Entao, voce precisa experimentar ate voce discubrir qual das alternativas vai decolar.

        Eu nao tava falando para nao experimentar, eu tava falando para experimentar antes de pegar o dinheiro dos outros.

        Porque?

        Porque e melhor nao coloca muito dinheiro atras de um produto ou servico ate voce sabe qual vai ter “traction”.

        [Se voce tem muito dinheiro, vai ter um temptacao enorme colocar dinheiro atras de um produto ou servico na fase incipiente.]

        Tambem, porque e melhor nao perde o confianca de seus investidores mudando estrategias.

        [Vamos falar que um amigo aproxima voce pedindo dinheiro abrir uma sorvetaria. Voce fica animado com o papo dele, confia nele e o conhecimento dele, entao voce resolve investir. Depois de seis meses e R$50 mil, seu amigo volta para voce e os outro investidores, mas agora ele fala que vai abrir uma churrascaria. Como voce senti?! Entao, e melhor para o empreendador experimentar antes e resolver o que ele ou ela vai fazer inves de mudando estrategia depois!]

        Cada empresa vai ter um processo de evolucao, mas o mais definido a estrategia, antes de pegando investimento dos outros, o melhor.

        Bem, sobre “…uma escassez de bons negócios…”, Gracias o Deus, desde o inicio de FIR Capital, “deal flow” nunca foi uma problema nossa.

        Hoje em dia eu to suprendido com a altissimo qualidade dos projetos e empreendedores que ta chegando aqui.

        A problema, que e commum na todas as mercados emergentes, e uma faulta de gerentes de medio porte, o que atrepalha o crescimento das empresas.

        Nao sei se voces mexe com isso, mas qualquer ajuda com esta probelma vai ser super bemvenido! :)

        Obrigado!

        Um abraco,

        Simon

        Reply
        • Anonymous
          Mar 26

          Simon, concordo com tudo que você falou que concorda comigo :) O problema da inovação é o único que vale a pena complementar.

          Não consigo ver uma tradição de inovações radicais no empreendedorismo _tecnológico_ brasileiro. Inovações realmente disruptivas, que abrem novos mercados e deixam um VC pensando “Isso é uma mina de ouro”, não são tão comuns no Brasil.

          Além disso, inovação de verdade é aplicada com sucesso. Ikwa, Orolix e Power são empresas fechadas – não sei nada sobre seu desempenho em receita, então não posso discordar de você. Mas com certeza são idéias criativas e aparentemente boas inovações incrementais.

          Generalizando então, eu concordo com você se você disser que o brasileiro é tipicamente criativo, e não inovador :) Ou se você disser que ele é um bom inovador incremental. A inovação incremental – combinar ou reposicionar idéias atuais em uma nova direção – já é característica de muitas startups brasileiras (vide o ponto #4 do post, que incentiva justamente a fazer isso). Mas aí você não vai querer concordar comigo, porque foi o incentivo à evolução de idéias já existentes que fez você discordar de mim desde o início! :)

          BTW, legal você comentar do BTBuckets, olha o Navegg http://www.navegg.com – também é brasileiro e os dois têm um modelo similar. O Navegg participa da Aceleradora e está procurando investimento.

          Reply
          • Anonymous
            Mar 28

            Oi Yuri!

            Não sei se você está certo ou não, mas uma coisa que os empreendedores podem aprender com você é como ser persistente!

            Rs, rs, rs! :)

            Um abraco,

            Simon :)

          • Anonymous
            Mar 28

            O que você vê como persistência eu vejo como minha tentativa de aprender mais discutindo com você :) Se eu te ligasse e falasse “Vamos bater um papo?” dificilmente teria todo esse tempo seu. Obrigado pelos comentários, Simon! :)

      • +1 respeito a que é mito que Brasil não pode gerir inovação.

        É valioso o que Yuri faz porque provoca para que realmente apareçam os caras que vão refutar esse mito e tenho certeza que o Yuri quer saber disso também (Yuri, me corrija se estou errando nisso ae).

        Em termos gerais pode ser que seja assim, mas o assunto é encontrar os Outliers.

        Eles estão ai.

        Reply
  64. Anonymous
    Mar 25

    Oi gente!

    Aqui sao meus opinoes.

    Como sempre, gente inteligente podem ter opiniaos diferentes.

    Eu posso ser errado.

    A coisa que e importante, e que me deixo feliz, e que nos temos agora uma communidade que conversa sobre este tipo de assuntos.

    Obrigado!

    Um abraco,

    Simon

    ———————

    (1) “Por isso, praticar a construção e lançamento de “similares” – ou com pequenas adaptações de serviços existentes – pode ser crucial para se levar uma ideia realmente inovadora quando ela aparecer.”

    Concordo com voce que copiando um site de fora pode ser uma boa maneira practicar, a unica problem e se voce ta “praticando” com o dinheiro dos outros.

    Ou seja, se nao e 100% seu dinheiro, voce ta colocando o dinheiro de seus investidores em perigo.

    Eu tambem acho que esta estrategia tem muito risco porque, como eu falei no commentario de RRW, cada dia o velocidade em que os sites de fora ta chegando aqui no Brasil e mais rapido.

    Entao, dez anos atras, quando tudo mundo tava igornando Brasil, esta estrategia tinha merito, mas hoje em dia, Brasil ta no radar das empresas de fora e eles estao chegando mais rapido aqui.

    (2) “Enquanto outros serviços externos não lançarem sites traduzidos para o Brasil, existe um gap de mercado.”

    Eu nao acho que esta gap de mercado e suficiente nao. Ou seja, Orkut, YouTube, e Twitter decolo no Brasil bem antes de que eles disponibilizaram uma versao em Portuguese.

    Entao, o gap nao e um advantagem tao grande nao.

    Outra coisa, depois que eles vi a demanda em Brasil, os tres sites criaram versoes em Portuguese.

    Entao, eu acho que esta gap nao e suficiente construir uma empresa.

    Onde voce tem reasao e quando tem fatores culturais involvidos.

    Ou seja, se o site nao tem um versao em Portuguese nao e tao importante de que se o site nao bate com a cultura local.

    (3) “Se você tiver reconhecimento do seu público em um serviço similar a um site gringo, tem uma grande oportunidade nas mãos: se e quando seu serviço realmente inovador estiver pronto, você poderá usar esse reconhecimento ao seu favor e apresentá-lo a uma grande massa de usuários com quem já se relaciona.”

    Cuidado!

    Agora voce ta mexendo com o lado negro de Forca!!!!

    Porque?

    Porque tudo empreendedor vai ler isso e acha que ele (ou ela) pode fazer dois negocios no mesmo tempo.

    Nao pode!

    Ou seja, poucissimo pessoas podem, mas o maioridade de nos mortais nao podemos.

    A problema quando voce sugir alguma coisa assim e que tudo mundo ler e fala, “Eu posso!”, quando o maioridade nao pode.

    Entao, eu acho que qualquer dica que sugirir fazer dois negocios (similares ou nao) e extremente perigroso.

    Faulta de foco mata empresas e pessoas vai usar esta dica sua como uma desculpa para nao focar.

    (4) “Se existia uma necessidade e você passou a atendê-la antes, a dianteira aumenta muito suas chances de sucesso e cria uma barreira para os próximos que também decidirem copiar a mesma ideia.”

    Duas criticas.

    “Se existia uma necessidade e voce passou a atendela…”, porque voce ta copiando um site de fora inves de criar uma empresa atende esta demanda?

    Ou seja, se voce vi uma demanda local, porque voce nao correr atras de uma solucao?

    Porque voce ta olhando o mercado de fora e copiando eles inves de olhando nossa realidade aqui?!

    “…cria uma barreira para os próximos que também decidirem copiar a mesma ideia.”

    Nossa!

    Se e tao facil copiar, nao e um boa negocio.

    Outra coisa, nao vai ter “barreiras” sem “switching costs”.

    Ou seja, a problema com muito sites de Web 2.0 e que eles sao facil copiar e nao tem “switching costs”, que prevenir voce indo de um para o outro.

    Ou seja, vamos falar que voce tinha um perfil no Friendster, depois MySpace, depois Orkut, e agora Facebook.

    Sem “switching costs” nao existe impedimento previnir voce de ir para um para um outro.

    Olha as restaurantes, boates, ou academias no seu barrio.

    Tudo mundo vai para o novo, e depois pula para o outro mais novo.

    Porque?

    Porque nao tem “switching costs”.

    Entao, sites funciona no mesmo maneira.

    Se nao tem “switching costs”, os usarios pula de um para um outro.

    (5) “Só, amigão, que aqui ainda não é o Vale do Silício.”

    Concordo, so que cada dia o Vale de Silicio ta ficando mais perto de nos! 😉

    Com o successo de Web 2.0, voce pode ser baseado em qualquer parte de mundo e ter um produto ou servico global.

    Inves de brigar com esta realidade, porque nao usa ele para seu advantagem?!

    No meu opiniao, nao e o momento usar uma estrategia de 1999–copiar empresas de fora.

    Porque nao usa o fato que empresas nao sao mais tao dependentes no geografia para construir uma empresa Web 2.0 global Brasileiro?

    (6) “Fail fast and cheap”

    Concordo, so que nao faz isso com o dinheiro dos outros.

    Ou seja, criar um app ou site com seu proprio dinheiro.

    Se comeca ganhar usarios, pega dinheiro de um angel ou um outro fonte de capital semente.

    Mas no inicio, usa seu proprio dinheiro.

    Se voce ta so chutando e nao sei se vai ter successo ou nao, eu acho melhor nao coloca o dinheiro dos outros em perigo.

    (7) “Por que nao?”

    Eu acho que tudo mundo precisa fazer o que deixa eles feliz.

    Entao, se voce senti satisfeito copiando um site de fora, fazer isso.

    Mas, se voce quiser criar alguma coisa novo, go for it!

    Na historia de mundo, nunca existiu uma melhor epoca fazer isso de que agora! :)

    Reply
    • Anonymous
      Mar 26

      Simon, obrigado pelas ótimas ponderações. Tudo que você falou é 100% correto para startups “de verdade”: inovadoras, passíveis de investimento ou já investidas.

      Diferente do contexto do mercado americano ou de VCs brasileiros, nós aprendemos o seguinte no trabalho “from the trenches”:

      – a maioria dos empreendedores em tech startups no Brasil são iniciantes, e ainda não estão preparados para gerar ou gerir inovação – ao mesmo tempo, com um pouco de prática, aprendizado e mentoring, muitos podem se tornar capazes disso.

      – o mercado brasileiro é povoado por quase uma centena de startups pequenas, com audiências de nichos ou micro-populações de 10 a 100 mil usuários. Elas não concorrem com grandes sites como twitter ou youtube, mas sim com as startups do mesmo tamanho que estão lá fora, mas que têm acesso a capital para ganharem tração.

      – Não existe “dinheiro dos outros”. São startups operando com capital próprio (vide post anterior – http://aceleradora.net/blog/2010/02/06/voce-realmente-precisa-de-um-investidor-agora/)

      – mais da metade dos empreendedores com quem lidamos diariamente tocam mais de um produto em teste ao mesmo tempo, para ver qual é o mais viável. Eles não têm outra alternativa. Também prestam serviços no tempo livre para investirem nos seus produtos. A clonagem é a forma de – por exemplo – gerar caixa com Adsense para investir nas verdadeiras idéias inovadoras

      Resumindo, vocês devem passar por uma escassez de bons negócios para aporte na FIR. Acreditamos que isso acontece por dois motivos:
      – o passo anterior – angels e early-stage – ainda não está maduro no Brasil
      – os empreendedores precisam de capacitação, mentoring e prática até encontrarem projetos que realmente valham a pena serem submetidos.

      É nesse contexto que o post está inserido, e onde está focado o trabalho da Aceleradora.

      Reply
      • Anonymous
        Mar 26

        Oi Yuri! :)

        Otimo commentarios, e obrigado denovo pela opportunidade contribuir para a conversa.

        Bem, algumas pensamentos.

        Eu concordo com quasi tudo que voce falo, mas eu discordo fortamente com o opiniao que Brasileiros, “ainda não estão preparados para gerar ou gerir inovação”.

        Isso para mim e um mito.

        Olha o caso de Akwan.

        A machina de busca de Akwan nao fui uma copia de Google.

        Eles tava criando e inovando a machina de busca deles em parallel com o Google.

        Para um caso mais recente, olha o produto, BTBuckets, de Predicta, http://www.btbuckets.com.

        Predicta nao tava copiando ninguem, eles vi uma demanda e desenvolveram uma solucao que acabo sendo uma referencia no mundo enteiro.

        Ikwa, http://www.ikwa.com.br, Orolix, http://www.orolix.com.br, e Power, http://www.power.com, sao mais tres exemplos de inovacao Brasileiro.

        Entao, se voce fala que Brasileiro ainda nao tem a cultura de largar tudo e fazer uma empresa startup, eu concordo com voce.

        Se voce fala que, as vezes, Brasileiro faulta a confianca de criar um novo produto ou servico, eu concordo com voce.

        Ou, se voce fala que gestao professional e governanca corporativa ainda e um novidade no Brasil, eu concordo com voce.

        Mas eu nao concordo com o opiniao que Brasileiros “ainda não estão preparados para gerar ou gerir inovação”, porque Brasileiro viver inovando.

        Sobre seu commentario que, “…mais da metade dos empreendedores com quem lidamos diariamente tocam mais de um produto em teste ao mesmo tempo, para ver qual é o mais viável.”, eu concordo 100% com voce.

        Voce nunca vai achar o caminho certo o primeira vez.

        Entao, voce precisa experimentar ate voce discubrir qual das alternativas vai decolar.

        Eu nao tava falando para nao experimentar, eu tava falando para experimentar antes de pegar o dinheiro dos outros.

        Porque?

        Porque e melhor nao coloca muito dinheiro atras de um produto ou servico ate voce sabe qual vai ter “traction”.

        [Se voce tem muito dinheiro, vai ter um temptacao enorme colocar dinheiro atras de um produto ou servico na fase incipiente.]

        Tambem, porque e melhor nao perde o confianca de seus investidores mudando estrategias.

        [Vamos falar que um amigo aproxima voce pedindo dinheiro abrir uma sorvetaria. Voce fica animado com o papo dele, confia nele e o conhecimento dele, entao voce resolve investir. Depois de seis meses e R$50 mil, seu amigo volta para voce e os outro investidores, mas agora ele fala que vai abrir uma churrascaria. Como voce senti?! Entao, e melhor para o empreendador experimentar antes e resolver o que ele ou ela vai fazer inves de mudando estrategia depois!]

        Cada empresa vai ter um processo de evolucao, mas o mais definido a estrategia, antes de pegando investimento dos outros, o melhor.

        Bem, sobre “…uma escassez de bons negócios…”, Gracias o Deus, desde o inicio de FIR Capital, “deal flow” nunca foi uma problema nossa.

        Hoje em dia eu to suprendido com a altissimo qualidade dos projetos e empreendedores que ta chegando aqui.

        A problema, que e commum na todas as mercados emergentes, e uma faulta de gerentes de medio porte, o que atrepalha o crescimento das empresas.

        Nao sei se voces mexe com isso, mas qualquer ajuda com esta probelma vai ser super bemvenido! :)

        Obrigado!

        Um abraco,

        Simon

        Reply
        • Anonymous
          Mar 26

          Simon, concordo com tudo que você falou que concorda comigo :) O problema da inovação é o único que vale a pena complementar.

          Não consigo ver uma tradição de inovações radicais no empreendedorismo _tecnológico_ brasileiro. Inovações realmente disruptivas, que abrem novos mercados e deixam um VC pensando “Isso é uma mina de ouro”, não são tão comuns no Brasil.

          Além disso, inovação de verdade é aplicada com sucesso. Ikwa, Orolix e Power são empresas fechadas – não sei nada sobre seu desempenho em receita, então não posso discordar de você. Mas com certeza são idéias criativas e aparentemente boas inovações incrementais.

          Generalizando então, eu concordo com você se você disser que o brasileiro é tipicamente criativo, e não inovador :) Ou se você disser que ele é um bom inovador incremental. A inovação incremental – combinar ou reposicionar idéias atuais em uma nova direção – já é característica de muitas startups brasileiras (vide o ponto #4 do post, que incentiva justamente a fazer isso). Mas aí você não vai querer concordar comigo, porque foi o incentivo à evolução de idéias já existentes que fez você discordar de mim desde o início! :)

          BTW, legal você comentar do BTBuckets, olha o Navegg http://www.navegg.com – também é brasileiro e os dois têm um modelo similar. O Navegg participa da Aceleradora e está procurando investimento.

          Reply
          • Anonymous
            Mar 28

            Oi Yuri!

            Não sei se você está certo ou não, mas uma coisa que os empreendedores podem aprender com você é como ser persistente!

            Rs, rs, rs! :)

            Um abraco,

            Simon :)

          • Anonymous
            Mar 28

            O que você vê como persistência eu vejo como minha tentativa de aprender mais discutindo com você :) Se eu te ligasse e falasse “Vamos bater um papo?” dificilmente teria todo esse tempo seu. Obrigado pelos comentários, Simon! :)

      • +1 respeito a que é mito que Brasil não pode gerir inovação.

        É valioso o que Yuri faz porque provoca para que realmente apareçam os caras que vão refutar esse mito e tenho certeza que o Yuri quer saber disso também (Yuri, me corrija se estou errando nisso ae).

        Em termos gerais pode ser que seja assim, mas o assunto é encontrar os Outliers.

        Eles estão ai.

        Reply
  65. Concordo com vc Yuri, mas vc acredita que algum investidor bancaria o projeto do “Google” se fosse aqui no Brasil, investiria R$ 25 Milhões quando na época não tinha nem um modelo de receita, ou igual no caso da GO do Jerry Kaplan do computador operado a caneta, ele nem tinha um plano de negocio quando investiram na primeira rodada, não sei se estou enganado mais os investidores aqui no Brasil estão dispostos a bancar inovações desse tipo?

    Além da polêmica que adoro, Ótimo artigo! rss

    Reply
  66. Concordo com vc Yuri, mas vc acredita que algum investidor bancaria o projeto do “Google” se fosse aqui no Brasil, investiria R$ 25 Milhões quando na época não tinha nem um modelo de receita, ou igual no caso da GO do Jerry Kaplan do computador operado a caneta, ele nem tinha um plano de negocio quando investiram na primeira rodada, não sei se estou enganado mais os investidores aqui no Brasil estão dispostos a bancar inovações desse tipo?

    Além da polêmica que adoro, Ótimo artigo! rss

    Reply
  67. Concordo com vc Yuri, mas vc acredita que algum investidor bancaria o projeto do “Google” se fosse aqui no Brasil, investiria R$ 25 Milhões quando na época não tinha nem um modelo de receita, ou igual no caso da GO do Jerry Kaplan do computador operado a caneta, ele nem tinha um plano de negocio quando investiram na primeira rodada, não sei se estou enganado mais os investidores aqui no Brasil estão dispostos a bancar inovações desse tipo?

    Além da polêmica que adoro, Ótimo artigo! rss

    Reply
    • Anonymous
      Mar 26

      Oi Reginaldo,

      Praticamente ninguém investe R$ 25 milhões de uma vez (e sozinho) em um projeto só porque ele é inovador. Vejamos o seu exemplo do Google:
      – Agosto/1998: US$ 100.000 do Andy Bechtolsheim (Sun Microsystems) para a _idéia_ do Google, antes mesmo da empresa estar registrada
      – Junho/1999: US$ 25.000.000 divididos entre vários investidores _liderados_ pela Sequoia e Kleiner Perkins Caufield & Byers.

      Ou seja: early-stage primeiro. Depois de gerar tração, no auge da bolha da Internet e em um mercado maduro de VCs, investidores maiores decidiram que valia a pena colocar um series-A.

      Os investidores aqui do Brasil estão doidos pra bancar inovações, elas só não existem ou ainda não estão prontas para investimento.

      Reply
  68. SimonOlson
    Mar 25

    Oi gente!

    Aqui sao meus opinoes.

    Como sempre, gente inteligente podem ter opiniaos diferentes.

    Eu posso ser errado.

    A coisa que e importante, e que me deixo feliz, e que nos temos agora uma communidade que conversa sobre este tipo de assuntos.

    Obrigado!

    Um abraco,

    Simon

    ———————

    (1) “Por isso, praticar a construção e lançamento de “similares” – ou com pequenas adaptações de serviços existentes – pode ser crucial para se levar uma ideia realmente inovadora quando ela aparecer.”

    Concordo com voce que copiando um site de fora pode ser uma boa maneira practicar, a unica problem e se voce ta “praticando” com o dinheiro dos outros.

    Ou seja, se nao e 100% seu dinheiro, voce ta colocando o dinheiro de seus investidores em perigo.

    Eu tambem acho que esta estrategia tem muito risco porque, como eu falei no commentario de RRW, cada dia o velocidade em que os sites de fora ta chegando aqui no Brasil e mais rapido.

    Entao, dez anos atras, quando tudo mundo tava igornando Brasil, esta estrategia tinha merito, mas hoje em dia, Brasil ta no radar das empresas de fora e eles estao chegando mais rapido aqui.

    (2) “Enquanto outros serviços externos não lançarem sites traduzidos para o Brasil, existe um gap de mercado.”

    Eu nao acho que esta gap de mercado e suficiente nao. Ou seja, Orkut, YouTube, e Twitter decolo no Brasil bem antes de que eles disponibilizaram uma versao em Portuguese.

    Entao, o gap nao e um advantagem tao grande nao.

    Outra coisa, depois que eles vi a demanda em Brasil, os tres sites criaram versoes em Portuguese.

    Entao, eu acho que esta gap nao e suficiente construir uma empresa.

    Onde voce tem reasao e quando tem fatores culturais involvidos.

    Ou seja, se o site nao tem um versao em Portuguese nao e tao importante de que se o site nao bate com a cultura local.

    (3) “Se você tiver reconhecimento do seu público em um serviço similar a um site gringo, tem uma grande oportunidade nas mãos: se e quando seu serviço realmente inovador estiver pronto, você poderá usar esse reconhecimento ao seu favor e apresentá-lo a uma grande massa de usuários com quem já se relaciona.”

    Cuidado!

    Agora voce ta mexendo com o lado negro de Forca!!!!

    Porque?

    Porque tudo empreendedor vai ler isso e acha que ele (ou ela) pode fazer dois negocios no mesmo tempo.

    Nao pode!

    Ou seja, poucissimo pessoas podem, mas o maioridade de nos mortais nao podemos.

    A problema quando voce sugir alguma coisa assim e que tudo mundo ler e fala, “Eu posso!”, quando o maioridade nao pode.

    Entao, eu acho que qualquer dica que sugirir fazer dois negocios (similares ou nao) e extremente perigroso.

    Faulta de foco mata empresas e pessoas vai usar esta dica sua como uma desculpa para nao focar.

    (4) “Se existia uma necessidade e você passou a atendê-la antes, a dianteira aumenta muito suas chances de sucesso e cria uma barreira para os próximos que também decidirem copiar a mesma ideia.”

    Duas criticas.

    “Se existia uma necessidade e voce passou a atendela…”, porque voce ta copiando um site de fora inves de criar uma empresa atende esta demanda?

    Ou seja, se voce vi uma demanda local, porque voce nao correr atras de uma solucao?

    Porque voce ta olhando o mercado de fora e copiando eles inves de olhando nossa realidade aqui?!

    “…cria uma barreira para os próximos que também decidirem copiar a mesma ideia.”

    Nossa!

    Se e tao facil copiar, nao e um boa negocio.

    Outra coisa, nao vai ter “barreiras” sem “switching costs”.

    Ou seja, a problema com muito sites de Web 2.0 e que eles sao facil copiar e nao tem “switching costs”, que prevenir voce indo de um para o outro.

    Ou seja, vamos falar que voce tinha um perfil no Friendster, depois MySpace, depois Orkut, e agora Facebook.

    Sem “switching costs” nao existe impedimento previnir voce de ir para um para um outro.

    Olha as restaurantes, boates, ou academias no seu barrio.

    Tudo mundo vai para o novo, e depois pula para o outro mais novo.

    Porque?

    Porque nao tem “switching costs”.

    Entao, sites funciona no mesmo maneira.

    Se nao tem “switching costs”, os usarios pula de um para um outro.

    (5) “Só, amigão, que aqui ainda não é o Vale do Silício.”

    Concordo, so que cada dia o Vale de Silicio ta ficando mais perto de nos! 😉

    Com o successo de Web 2.0, voce pode ser baseado em qualquer parte de mundo e ter um produto ou servico global.

    Inves de brigar com esta realidade, porque nao usa ele para seu advantagem?!

    No meu opiniao, nao e o momento usar uma estrategia de 1999–copiar empresas de fora.

    Porque nao usa o fato que empresas nao sao mais tao dependentes no geografia para construir uma empresa Web 2.0 global Brasileiro?

    (6) “Fail fast and cheap”

    Concordo, so que nao faz isso com o dinheiro dos outros.

    Ou seja, criar um app ou site com seu proprio dinheiro.

    Se comeca ganhar usarios, pega dinheiro de um angel ou um outro fonte de capital semente.

    Mas no inicio, usa seu proprio dinheiro.

    Se voce ta so chutando e nao sei se vai ter successo ou nao, eu acho melhor nao coloca o dinheiro dos outros em perigo.

    (7) “Por que nao?”

    Eu acho que tudo mundo precisa fazer o que deixa eles feliz.

    Entao, se voce senti satisfeito copiando um site de fora, fazer isso.

    Mas, se voce quiser criar alguma coisa novo, go for it!

    Na historia de mundo, nunca existiu uma melhor epoca fazer isso de que agora! :)

    Reply
    • yurigitahy
      Mar 26

      Simon, obrigado pelas ótimas ponderações. Tudo que você falou é 100% correto para startups “de verdade”: inovadoras, passíveis de investimento ou já investidas.

      Diferente do contexto do mercado americano ou de VCs brasileiros, trabalhando “from the trenches” aprendemos o seguinte:

      – a maioria dos empreendedores em tech startups no Brasil são iniciantes, e ainda não estão preparados para gerar ou gerir inovação – ao mesmo tempo, com um pouco de prática, aprendizado e mentoring, muitos podem se tornar capazes disso.

      – o mercado brasileiro é povoado por quase uma centena de startups pequenas, com audiências de nichos ou micro-populações de 10 a 100 mil usuários. Elas não concorrem com grandes sites como twitter ou youtube, mas sim com as startups do mesmo tamanho que estão lá fora, mas que têm acesso a capital para ganharem tração.

      – Não existe “dinheiro dos outros”. São startups operando com capital próprio (vide post anterior – http://aceleradora.net/blog/2010/02/06/voce-rea…)

      – mais da metade dos empreendedores com quem lidamos diariamente tocam mais de um produto em teste ao mesmo tempo, para ver qual é o mais viável. Eles não têm outra alternativa. Também prestam serviços no tempo livre para investirem nos seus produtos. A clonagem é a forma de – por exemplo – gerar caixa com Adsense para investir nas verdadeiras idéias inovadoras

      Resumindo, vocês devem passar por uma escassez de bons negócios para aporte na FIR. Acreditamos que isso acontece por dois motivos:
      – o passo anterior – angels e early-stage – ainda não está maduro no Brasil
      – os empreendedores precisam de capacitação, mentoring e prática até encontrarem projetos que realmente valham a pena serem submetidos.

      É nesse contexto que o post está inserido, e onde está focado o trabalho da Aceleradora.

      Reply
      • SimonOlson
        Mar 26

        Oi Yuri! :)

        Otimo commentarios, e obrigado denovo pela opportunidade contribuir para a conversa.

        Bem, algumas pensamentos.

        Eu concordo com quasi tudo que voce falo, mas eu discordo fortamente com o opiniao que Brasileiros, “ainda não estão preparados para gerar ou gerir inovação”.

        Isso para mim e um mito.

        Olha o caso de Akwan.

        A machina de busca de Akwan nao fui uma copia de Google.

        Eles tava criando e inovando a machina de busca deles em parallel com o Google.

        Para um caso mais recente, olha o produto, BTBuckets, de Predicta, http://www.btbuckets.com.

        Predicta nao tava copiando ninguem, eles vi uma demanda e desenvolveram uma solucao que acabo sendo uma referencia no mundo enteiro.

        Ikwa, http://www.ikwa.com.br, Orolix, http://www.orolix.com.br, e Power, http://www.power.com, sao mais tres exemplos de inovacao Brasileiro.

        Entao, se voce fala que Brasileiro ainda nao tem a cultura de largar tudo e fazer uma empresa startup, eu concordo com voce.

        Se voce fala que, as vezes, Brasileiro faulta a confianca de criar um novo produto ou servico, eu concordo com voce.

        Ou, se voce fala que gestao professional e governanca corporativa ainda e um novidade no Brasil, eu concordo com voce.

        Mas eu nao concordo com o opiniao que Brasileiros “ainda não estão preparados para gerar ou gerir inovação”, porque Brasileiro viver inovando.

        Sobre seu commentario que, “…mais da metade dos empreendedores com quem lidamos diariamente tocam mais de um produto em teste ao mesmo tempo, para ver qual é o mais viável.”, eu concordo 100% com voce.

        Voce nunca vai achar o caminho certo o primeira vez.

        Entao, voce precisa experimentar ate voce discubrir qual das alternativas vai decolar.

        Eu nao tava falando para nao experimentar, eu tava falando para experimentar antes de pegar o dinheiro dos outros.

        Porque?

        Porque e melhor nao coloca muito dinheiro atras de um produto ou servico ate voce sabe qual vai ter “traction”.

        [Se voce tem muito dinheiro, vai ter um temptacao enorme colocar dinheiro atras de um produto ou servico na fase incipiente.]

        Tambem, porque e melhor nao perde o confianca de seus investidores mudando estrategias.

        [Vamos falar que um amigo aproxima voce pedindo dinheiro abrir uma sorvetaria. Voce fica animado com o papo dele, confia nele e o conhecimento dele, entao voce resolve investir. Depois de seis meses e R$50 mil, seu amigo volta para voce e os outro investidores, mas agora ele fala que vai abrir uma churrascaria. Como voce senti?! Entao, e melhor para o empreendador experimentar antes e resolver o que ele ou ela vai fazer inves de mudando estrategia depois!]

        Cada empresa vai ter um processo de evolucao, mas o mais definido a estrategia, antes de pegando investimento dos outros, o melhor.

        Bem, sobre “…uma escassez de bons negócios…”, Gracias o Deus, desde o inicio de FIR Capital, “deal flow” nunca foi uma problema nossa.

        Hoje em dia eu to suprendido com a altissimo qualidade dos projetos e empreendedores que ta chegando aqui.

        A problema, que e commum na todas as mercados emergentes, e uma faulta de gerentes de medio porte, o que atrepalha o crescimento das empresas.

        Nao sei se voces mexe com isso, mas qualquer ajuda com esta probelma vai ser super bemvenido! :)

        Obrigado!

        Um abraco,

        Simon

        Reply
        • yurigitahy
          Mar 26

          Simon, concordo com tudo que você falou que concorda comigo :) O problema da inovação é o único que vale a pena complementar.

          Não consigo ver uma tradição de inovações radicais no empreendedorismo _tecnológico_ brasileiro. Inovações realmente disruptivas, que abrem novos mercados e deixam um VC pensando “Isso é uma mina de ouro”, não são tão comuns no Brasil.

          Além disso, inovação de verdade é aplicada com sucesso. Ikwa, Orolix e Power são empresas fechadas – não sei nada sobre seu desempenho em receita, então não posso discordar de você. Mas com certeza são idéias criativas e aparentemente boas inovações incrementais.

          Generalizando então, eu concordo com você se você disser que o brasileiro é tipicamente criativo, e não inovador :) Ou se você disser que ele é um bom inovador incremental. A inovação incremental – combinar ou reposicionar idéias atuais em uma nova direção – já é característica de muitas startups brasileiras (vide o ponto #4 do post, que incentiva justamente a fazer isso). Mas aí você não vai querer concordar comigo, porque foi o incentivo à evolução de idéias já existentes que fez você discordar de mim desde o início! :)

          BTW, legal você comentar do BTBuckets, olha o Navegg http://www.navegg.com – também é brasileiro e os dois têm um modelo similar. O Navegg participa da Aceleradora e está procurando investimento.

          Reply
          • SimonOlson
            Mar 28

            Oi Yuri!

            Não sei se você está certo ou não, mas uma coisa que os empreendedores podem aprender com você é como ser persistente!

            Rs, rs, rs! :)

            Um abraco,

            Simon :)

          • yurigitahy
            Mar 28

            O que você vê como persistência eu vejo como minha tentativa de aprender mais discutindo com você :) Se eu te ligasse e falasse “Vamos bater um papo?” dificilmente teria todo esse tempo seu. Obrigado pelos comentários, Simon.

  69. SimonOlson
    Mar 25

    Oi gente!

    Aqui sao meus opinoes.

    Como sempre, gente inteligente podem ter opiniaos diferentes.

    Eu posso ser errado.

    A coisa que e importante, e que me deixo feliz, e que nos temos agora uma communidade que conversa sobre este tipo de assuntos.

    Obrigado!

    Um abraco,

    Simon

    ———————

    (1) “Por isso, praticar a construção e lançamento de “similares” – ou com pequenas adaptações de serviços existentes – pode ser crucial para se levar uma ideia realmente inovadora quando ela aparecer.”

    Concordo com voce que copiando um site de fora pode ser uma boa maneira practicar, a unica problem e se voce ta “praticando” com o dinheiro dos outros.

    Ou seja, se nao e 100% seu dinheiro, voce ta colocando o dinheiro de seus investidores em perigo.

    Eu tambem acho que esta estrategia tem muito risco porque, como eu falei no commentario de RRW, cada dia o velocidade em que os sites de fora ta chegando aqui no Brasil e mais rapido.

    Entao, dez anos atras, quando tudo mundo tava igornando Brasil, esta estrategia tinha merito, mas hoje em dia, Brasil ta no radar das empresas de fora e eles estao chegando mais rapido aqui.

    (2) “Enquanto outros serviços externos não lançarem sites traduzidos para o Brasil, existe um gap de mercado.”

    Eu nao acho que esta gap de mercado e suficiente nao. Ou seja, Orkut, YouTube, e Twitter decolo no Brasil bem antes de que eles disponibilizaram uma versao em Portuguese.

    Entao, o gap nao e um advantagem tao grande nao.

    Outra coisa, depois que eles vi a demanda em Brasil, os tres sites criaram versoes em Portuguese.

    Entao, eu acho que esta gap nao e suficiente construir uma empresa.

    Onde voce tem reasao e quando tem fatores culturais involvidos.

    Ou seja, se o site nao tem um versao em Portuguese nao e tao importante de que se o site nao bate com a cultura local.

    (3) “Se você tiver reconhecimento do seu público em um serviço similar a um site gringo, tem uma grande oportunidade nas mãos: se e quando seu serviço realmente inovador estiver pronto, você poderá usar esse reconhecimento ao seu favor e apresentá-lo a uma grande massa de usuários com quem já se relaciona.”

    Cuidado!

    Agora voce ta mexendo com o lado negro de Forca!!!!

    Porque?

    Porque tudo empreendedor vai ler isso e acha que ele (ou ela) pode fazer dois negocios no mesmo tempo.

    Nao pode!

    Ou seja, poucissimo pessoas podem, mas o maioridade de nos mortais nao podemos.

    A problema quando voce sugir alguma coisa assim e que tudo mundo ler e fala, “Eu posso!”, quando o maioridade nao pode.

    Entao, eu acho que qualquer dica que sugirir fazer dois negocios (similares ou nao) e extremente perigroso.

    Faulta de foco mata empresas e pessoas vai usar esta dica sua como uma desculpa para nao focar.

    (4) “Se existia uma necessidade e você passou a atendê-la antes, a dianteira aumenta muito suas chances de sucesso e cria uma barreira para os próximos que também decidirem copiar a mesma ideia.”

    Duas criticas.

    “Se existia uma necessidade e voce passou a atendela…”, porque voce ta copiando um site de fora inves de criar uma empresa atende esta demanda?

    Ou seja, se voce vi uma demanda local, porque voce nao correr atras de uma solucao?

    Porque voce ta olhando o mercado de fora e copiando eles inves de olhando nossa realidade aqui?!

    “…cria uma barreira para os próximos que também decidirem copiar a mesma ideia.”

    Nossa!

    Se e tao facil copiar, nao e um boa negocio.

    Outra coisa, nao vai ter “barreiras” sem “switching costs”.

    Ou seja, a problema com muito sites de Web 2.0 e que eles sao facil copiar e nao tem “switching costs”, que prevenir voce indo de um para o outro.

    Ou seja, vamos falar que voce tinha um perfil no Friendster, depois MySpace, depois Orkut, e agora Facebook.

    Sem “switching costs” nao existe impedimento previnir voce de ir para um para um outro.

    Olha as restaurantes, boates, ou academias no seu barrio.

    Tudo mundo vai para o novo, e depois pula para o outro mais novo.

    Porque?

    Porque nao tem “switching costs”.

    Entao, sites funciona no mesmo maneira.

    Se nao tem “switching costs”, os usarios pula de um para um outro.

    (5) “Só, amigão, que aqui ainda não é o Vale do Silício.”

    Concordo, so que cada dia o Vale de Silicio ta ficando mais perto de nos! 😉

    Com o successo de Web 2.0, voce pode ser baseado em qualquer parte de mundo e ter um produto ou servico global.

    Inves de brigar com esta realidade, porque nao usa ele para seu advantagem?!

    No meu opiniao, nao e o momento usar uma estrategia de 1999–copiar empresas de fora.

    Porque nao usa o fato que empresas nao sao mais tao dependentes no geografia para construir uma empresa Web 2.0 global Brasileiro?

    (6) “Fail fast and cheap”

    Concordo, so que nao faz isso com o dinheiro dos outros.

    Ou seja, criar um app ou site com seu proprio dinheiro.

    Se comeca ganhar usarios, pega dinheiro de um angel ou um outro fonte de capital semente.

    Mas no inicio, usa seu proprio dinheiro.

    Se voce ta so chutando e nao sei se vai ter successo ou nao, eu acho melhor nao coloca o dinheiro dos outros em perigo.

    (7) “Por que nao?”

    Eu acho que tudo mundo precisa fazer o que deixa eles feliz.

    Entao, se voce senti satisfeito copiando um site de fora, fazer isso.

    Mas, se voce quiser criar alguma coisa novo, go for it!

    Na historia de mundo, nunca existiu uma melhor epoca fazer isso de que agora! :)

    Reply
    • yurigitahy
      Mar 26

      Simon, obrigado pelas ótimas ponderações. Tudo que você falou é 100% correto para startups “de verdade”: inovadoras, passíveis de investimento ou já investidas.

      Diferente do contexto do mercado americano ou de VCs brasileiros, trabalhando “from the trenches” aprendemos o seguinte:

      – a maioria dos empreendedores em tech startups no Brasil são iniciantes, e ainda não estão preparados para gerar ou gerir inovação – ao mesmo tempo, com um pouco de prática, aprendizado e mentoring, muitos podem se tornar capazes disso.

      – o mercado brasileiro é povoado por quase uma centena de startups pequenas, com audiências de nichos ou micro-populações de 10 a 100 mil usuários. Elas não concorrem com grandes sites como twitter ou youtube, mas sim com as startups do mesmo tamanho que estão lá fora, mas que têm acesso a capital para ganharem tração.

      – Não existe “dinheiro dos outros”. São startups operando com capital próprio (vide post anterior – http://aceleradora.net/blog/2010/02/06/voce-rea…)

      – mais da metade dos empreendedores com quem lidamos diariamente tocam mais de um produto em teste ao mesmo tempo, para ver qual é o mais viável. Eles não têm outra alternativa. Também prestam serviços no tempo livre para investirem nos seus produtos. A clonagem é a forma de – por exemplo – gerar caixa com Adsense para investir nas verdadeiras idéias inovadoras

      Resumindo, vocês devem passar por uma escassez de bons negócios para aporte na FIR. Acreditamos que isso acontece por dois motivos:
      – o passo anterior – angels e early-stage – ainda não está maduro no Brasil
      – os empreendedores precisam de capacitação, mentoring e prática até encontrarem projetos que realmente valham a pena serem submetidos.

      É nesse contexto que o post está inserido, e onde está focado o trabalho da Aceleradora.

      Reply
      • SimonOlson
        Mar 26

        Oi Yuri! :)

        Otimo commentarios, e obrigado denovo pela opportunidade contribuir para a conversa.

        Bem, algumas pensamentos.

        Eu concordo com quasi tudo que voce falo, mas eu discordo fortamente com o opiniao que Brasileiros, “ainda não estão preparados para gerar ou gerir inovação”.

        Isso para mim e um mito.

        Olha o caso de Akwan.

        A machina de busca de Akwan nao fui uma copia de Google.

        Eles tava criando e inovando a machina de busca deles em parallel com o Google.

        Para um caso mais recente, olha o produto, BTBuckets, de Predicta, http://www.btbuckets.com.

        Predicta nao tava copiando ninguem, eles vi uma demanda e desenvolveram uma solucao que acabo sendo uma referencia no mundo enteiro.

        Ikwa, http://www.ikwa.com.br, Orolix, http://www.orolix.com.br, e Power, http://www.power.com, sao mais tres exemplos de inovacao Brasileiro.

        Entao, se voce fala que Brasileiro ainda nao tem a cultura de largar tudo e fazer uma empresa startup, eu concordo com voce.

        Se voce fala que, as vezes, Brasileiro faulta a confianca de criar um novo produto ou servico, eu concordo com voce.

        Ou, se voce fala que gestao professional e governanca corporativa ainda e um novidade no Brasil, eu concordo com voce.

        Mas eu nao concordo com o opiniao que Brasileiros “ainda não estão preparados para gerar ou gerir inovação”, porque Brasileiro viver inovando.

        Sobre seu commentario que, “…mais da metade dos empreendedores com quem lidamos diariamente tocam mais de um produto em teste ao mesmo tempo, para ver qual é o mais viável.”, eu concordo 100% com voce.

        Voce nunca vai achar o caminho certo o primeira vez.

        Entao, voce precisa experimentar ate voce discubrir qual das alternativas vai decolar.

        Eu nao tava falando para nao experimentar, eu tava falando para experimentar antes de pegar o dinheiro dos outros.

        Porque?

        Porque e melhor nao coloca muito dinheiro atras de um produto ou servico ate voce sabe qual vai ter “traction”.

        [Se voce tem muito dinheiro, vai ter um temptacao enorme colocar dinheiro atras de um produto ou servico na fase incipiente.]

        Tambem, porque e melhor nao perde o confianca de seus investidores mudando estrategias.

        [Vamos falar que um amigo aproxima voce pedindo dinheiro abrir uma sorvetaria. Voce fica animado com o papo dele, confia nele e o conhecimento dele, entao voce resolve investir. Depois de seis meses e R$50 mil, seu amigo volta para voce e os outro investidores, mas agora ele fala que vai abrir uma churrascaria. Como voce senti?! Entao, e melhor para o empreendador experimentar antes e resolver o que ele ou ela vai fazer inves de mudando estrategia depois!]

        Cada empresa vai ter um processo de evolucao, mas o mais definido a estrategia, antes de pegando investimento dos outros, o melhor.

        Bem, sobre “…uma escassez de bons negócios…”, Gracias o Deus, desde o inicio de FIR Capital, “deal flow” nunca foi uma problema nossa.

        Hoje em dia eu to suprendido com a altissimo qualidade dos projetos e empreendedores que ta chegando aqui.

        A problema, que e commum na todas as mercados emergentes, e uma faulta de gerentes de medio porte, o que atrepalha o crescimento das empresas.

        Nao sei se voces mexe com isso, mas qualquer ajuda com esta probelma vai ser super bemvenido! :)

        Obrigado!

        Um abraco,

        Simon

        Reply
        • yurigitahy
          Mar 26

          Simon, concordo com tudo que você falou que concorda comigo :) O problema da inovação é o único que vale a pena complementar.

          Não consigo ver uma tradição de inovações radicais no empreendedorismo _tecnológico_ brasileiro. Inovações realmente disruptivas, que abrem novos mercados e deixam um VC pensando “Isso é uma mina de ouro”, não são tão comuns no Brasil.

          Além disso, inovação de verdade é aplicada com sucesso. Ikwa, Orolix e Power são empresas fechadas – não sei nada sobre seu desempenho em receita, então não posso discordar de você. Mas com certeza são idéias criativas e aparentemente boas inovações incrementais.

          Generalizando então, eu concordo com você se você disser que o brasileiro é tipicamente criativo, e não inovador :) Ou se você disser que ele é um bom inovador incremental. A inovação incremental – combinar ou reposicionar idéias atuais em uma nova direção – já é característica de muitas startups brasileiras (vide o ponto #4 do post, que incentiva justamente a fazer isso). Mas aí você não vai querer concordar comigo, porque foi o incentivo à evolução de idéias já existentes que fez você discordar de mim desde o início! :)

          BTW, legal você comentar do BTBuckets, olha o Navegg http://www.navegg.com – também é brasileiro e os dois têm um modelo similar. O Navegg participa da Aceleradora e está procurando investimento.

          Reply
          • SimonOlson
            Mar 28

            Oi Yuri!

            Não sei se você está certo ou não, mas uma coisa que os empreendedores podem aprender com você é como ser persistente!

            Rs, rs, rs! :)

            Um abraco,

            Simon :)

          • yurigitahy
            Mar 28

            O que você vê como persistência eu vejo como minha tentativa de aprender mais discutindo com você :) Se eu te ligasse e falasse “Vamos bater um papo?” dificilmente teria todo esse tempo seu. Obrigado pelos comentários, Simon.

  70. Anonymous
    Mar 28

    Inicialmente gostaria de parabenizar a equipe da aceleradora.net pelo excelente post, que está gerando comentários relevantes e úteis para quem é empreendedor.

    Como empreendedor iniciante, eu não vejo problemas em “copiar” uma idéia que deu certo lá foram e adaptá-la às necessidades do mercado brasileiro. Se a idéia é boa, não tem similar nacional e atende a uma necessidade de mercado, trata-se então, de uma ótima oportunidade para empreender.

    Talvez haja, por parte da maioria das pessoas, uma confusão entre o conceito de “Inovação” e “Invenção”. Penso que, inovar não significa, necessariamente, criar uma nova tecnologia ou serviço e sim, resolver um problema de forma criativa e útil para as pessoas.

    Na área do conhecimento científico, as pesquisas se iniciam com base nos conhecimentos que já se tem sobre um determinado assunto. Nenhum pesquisador começa do zero, ele se apóia no “estado da arte” sobre aquele assunto.

    Talvez, devido à dificuldade na obtenção de capital para se iniciar um novo negócio no Brasil, seja mais fácil apostar em algo já “consolidado”, que, como já disseram aqui, deixará de passar por muitas etapas e haverá um retorno financeiro mais rápido.

    No meu caso, em especial, quando eu e meu sócio iniciamos as atividades da nossa startup há 8 meses atrás, a nossa primeira questão foi: da nossa lista de projetos, copiamos algum serviço de fora ou desenvolvemos algo novo?

    A nossa escolha iniciar desenvolvendo algo novo. Hoje, fica pensando se fizemos a escolha certa. Talvez se tivéssemos iniciado com uma “cópia” de algum serviço já estaríamos tendo alguma receita.

    O nosso projeto, o http://atepassar.com é uma rede social de aprendizagem que objetiva reunir estudantes, professores e empresas interessadas em concursos públicos. Apesar da rede social não ser uma novidade, mas temos aplicativos específicos voltados exclusivamente para auxiliar na organização dos estudos.

    Faz 8 meses que estamos desenvolvendo com capital próprio. Como o Eric Santos prevê, temos dificuldade em encontrar o Product/Market Fit tendo, inclusive, desperdiçado muito tempo no desenvolvimento de aplicativos que nem utilizamos mais hoje.

    Iniciamos uma conversa com um grupo de investidores que a princípio se interessariam pelo projeto mas que deixaram claro eles ficariam com 90% do negócio. Desistimos e continuamos a tocar com capital próprio.

    Por esse motivo, acredito que uma cópia de serviços que deram certo lá fora não desmerecem nem tira os méritos do empreendedor, afinal, se o produto/serviço ainda não existe por aqui, será, uma “inovação” para o nosso mercado. E, talvez, com bem menos dificuldades de se criar algo do zero.

    Reply
  71. Anonymous
    Mar 28

    Inicialmente gostaria de parabenizar a equipe da aceleradora.net pelo excelente post, que está gerando comentários relevantes e úteis para quem é empreendedor.

    Como empreendedor iniciante, eu não vejo problemas em “copiar” uma idéia que deu certo lá foram e adaptá-la às necessidades do mercado brasileiro. Se a idéia é boa, não tem similar nacional e atende a uma necessidade de mercado, trata-se então, de uma ótima oportunidade para empreender.

    Talvez haja, por parte da maioria das pessoas, uma confusão entre o conceito de “Inovação” e “Invenção”. Penso que, inovar não significa, necessariamente, criar uma nova tecnologia ou serviço e sim, resolver um problema de forma criativa e útil para as pessoas.

    Na área do conhecimento científico, as pesquisas se iniciam com base nos conhecimentos que já se tem sobre um determinado assunto. Nenhum pesquisador começa do zero, ele se apóia no “estado da arte” sobre aquele assunto.

    Talvez, devido à dificuldade na obtenção de capital para se iniciar um novo negócio no Brasil, seja mais fácil apostar em algo já “consolidado”, que, como já disseram aqui, deixará de passar por muitas etapas e haverá um retorno financeiro mais rápido.

    No meu caso, em especial, quando eu e meu sócio iniciamos as atividades da nossa startup há 8 meses atrás, a nossa primeira questão foi: da nossa lista de projetos, copiamos algum serviço de fora ou desenvolvemos algo novo?

    A nossa escolha iniciar desenvolvendo algo novo. Hoje, fica pensando se fizemos a escolha certa. Talvez se tivéssemos iniciado com uma “cópia” de algum serviço já estaríamos tendo alguma receita.

    O nosso projeto, o http://atepassar.com é uma rede social de aprendizagem que objetiva reunir estudantes, professores e empresas interessadas em concursos públicos. Apesar da rede social não ser uma novidade, mas temos aplicativos específicos voltados exclusivamente para auxiliar na organização dos estudos.

    Faz 8 meses que estamos desenvolvendo com capital próprio. Como o Eric Santos prevê, temos dificuldade em encontrar o Product/Market Fit tendo, inclusive, desperdiçado muito tempo no desenvolvimento de aplicativos que nem utilizamos mais hoje.

    Iniciamos uma conversa com um grupo de investidores que a princípio se interessariam pelo projeto mas que deixaram claro eles ficariam com 90% do negócio. Desistimos e continuamos a tocar com capital próprio.

    Por esse motivo, acredito que uma cópia de serviços que deram certo lá fora não desmerecem nem tira os méritos do empreendedor, afinal, se o produto/serviço ainda não existe por aqui, será, uma “inovação” para o nosso mercado. E, talvez, com bem menos dificuldades de se criar algo do zero.

    Reply
  72. marcoscampelo
    Mar 28

    Inicialmente gostaria de parabenizar a equipe da aceleradora.net pelo excelente post, que está gerando comentários relevantes e úteis para quem é empreendedor.

    Como empreendedor iniciante, eu não vejo problemas em “copiar” uma idéia que deu certo lá foram e adaptá-la às necessidades do mercado brasileiro. Se a idéia é boa, não tem similar nacional e atende a uma necessidade de mercado, trata-se então, de uma ótima oportunidade para empreender.

    Talvez haja, por parte da maioria das pessoas, uma confusão entre o conceito de “Inovação” e “Invenção”. Penso que, inovar não significa, necessariamente, criar uma nova tecnologia ou serviço e sim, resolver um problema de forma criativa e útil para as pessoas.

    Na área do conhecimento científico, as pesquisas se iniciam com base nos conhecimentos que já se tem sobre um determinado assunto. Nenhum pesquisador começa do zero, ele se apóia no “estado da arte” sobre aquele assunto.

    Talvez, devido à dificuldade na obtenção de capital para se iniciar um novo negócio no Brasil, seja mais fácil apostar em algo já “consolidado”, que, como já disseram aqui, deixará de passar por muitas etapas e haverá um retorno financeiro mais rápido.

    No meu caso, em especial, quando eu e meu sócio iniciamos as atividades da nossa startup há 8 meses atrás, a nossa primeira questão foi: da nossa lista de projetos, copiamos algum serviço de fora ou desenvolvemos algo novo?

    A nossa escolha iniciar desenvolvendo algo novo. Hoje, fica pensando se fizemos a escolha certa. Talvez se tivéssemos iniciado com uma “cópia” de algum serviço já estaríamos tendo alguma receita.

    O nosso projeto, o http://atepassar.com é uma rede social de aprendizagem que objetiva reunir estudantes, professores e empresas interessadas em concursos públicos. Apesar da rede social não ser uma novidade, mas temos aplicativos específicos voltados exclusivamente para auxiliar na organização dos estudos.

    Faz 8 meses que estamos desenvolvendo com capital próprio. Como o Eric Santos prevê, temos dificuldade em encontrar o Product/Market Fit tendo, inclusive, desperdiçado muito tempo no desenvolvimento de aplicativos que nem utilizamos mais hoje.

    Iniciamos uma conversa com um grupo de investidores que a princípio se interessariam pelo projeto mas que deixaram claro eles ficariam com 90% do negócio. Desistimos e continuamos a tocar com capital próprio.

    Por esse motivo, acredito que uma cópia de serviços que deram certo lá fora não desmerecem nem tira os méritos do empreendedor, afinal, se o produto/serviço ainda não existe por aqui, será, uma “inovação” para o nosso mercado. E, talvez, com bem menos dificuldades de se criar algo do zero.

    Reply
  73. marcoscampelo
    Mar 28

    Inicialmente gostaria de parabenizar a equipe da aceleradora.net pelo excelente post, que está gerando comentários relevantes e úteis para quem é empreendedor.

    Como empreendedor iniciante, eu não vejo problemas em “copiar” uma idéia que deu certo lá foram e adaptá-la às necessidades do mercado brasileiro. Se a idéia é boa, não tem similar nacional e atende a uma necessidade de mercado, trata-se então, de uma ótima oportunidade para empreender.

    Talvez haja, por parte da maioria das pessoas, uma confusão entre o conceito de “Inovação” e “Invenção”. Penso que, inovar não significa, necessariamente, criar uma nova tecnologia ou serviço e sim, resolver um problema de forma criativa e útil para as pessoas.

    Na área do conhecimento científico, as pesquisas se iniciam com base nos conhecimentos que já se tem sobre um determinado assunto. Nenhum pesquisador começa do zero, ele se apóia no “estado da arte” sobre aquele assunto.

    Talvez, devido à dificuldade na obtenção de capital para se iniciar um novo negócio no Brasil, seja mais fácil apostar em algo já “consolidado”, que, como já disseram aqui, deixará de passar por muitas etapas e haverá um retorno financeiro mais rápido.

    No meu caso, em especial, quando eu e meu sócio iniciamos as atividades da nossa startup há 8 meses atrás, a nossa primeira questão foi: da nossa lista de projetos, copiamos algum serviço de fora ou desenvolvemos algo novo?

    A nossa escolha iniciar desenvolvendo algo novo. Hoje, fica pensando se fizemos a escolha certa. Talvez se tivéssemos iniciado com uma “cópia” de algum serviço já estaríamos tendo alguma receita.

    O nosso projeto, o http://atepassar.com é uma rede social de aprendizagem que objetiva reunir estudantes, professores e empresas interessadas em concursos públicos. Apesar da rede social não ser uma novidade, mas temos aplicativos específicos voltados exclusivamente para auxiliar na organização dos estudos.

    Faz 8 meses que estamos desenvolvendo com capital próprio. Como o Eric Santos prevê, temos dificuldade em encontrar o Product/Market Fit tendo, inclusive, desperdiçado muito tempo no desenvolvimento de aplicativos que nem utilizamos mais hoje.

    Iniciamos uma conversa com um grupo de investidores que a princípio se interessariam pelo projeto mas que deixaram claro eles ficariam com 90% do negócio. Desistimos e continuamos a tocar com capital próprio.

    Por esse motivo, acredito que uma cópia de serviços que deram certo lá fora não desmerecem nem tira os méritos do empreendedor, afinal, se o produto/serviço ainda não existe por aqui, será, uma “inovação” para o nosso mercado. E, talvez, com bem menos dificuldades de se criar algo do zero.

    Reply
  74. Apr 29

    Pra quem gostou deste post, o @caribeiro fez um bem interessante no @rwwbr sobre o assunto: http://readwriteweb.com.br/2010/04/28/entendendo-os-ciclos-de-inovacao-onde-estamos-e-para-onde-vamos/

    Reply
  75. Apr 29

    Pra quem gostou deste post, o @caribeiro fez um bem interessante no @rwwbr sobre o assunto: http://readwriteweb.com.br/2010/04/28/entendendo-os-ciclos-de-inovacao-onde-estamos-e-para-onde-vamos/

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  76. Apr 29

    Pra quem gostou deste post, o @caribeiro fez um bem interessante no @rwwbr sobre o assunto: http://readwriteweb.com.br/2010/04/28/entendend

    Reply
  77. Apr 29

    Pra quem gostou deste post, o @caribeiro fez um bem interessante no @rwwbr sobre o assunto: http://readwriteweb.com.br/2010/04/28/entendend

    Reply
  78. Não sei pessoal… :/

    Yuri você sabe o quanto eu gosto da tuas colocações mas essa aqui duvido que “seja lida da forma certa” pelo povo.

    A gente acredita em criatividade local sim. So que criatividade seletiva (e por isso temos um blog trilingue que se chama exactamente assim, aqui: http://blog.flowingconcept.com).

    O problema é que copiar implica coisas que você desconhece por chegar em segundo (ou terceiro, ou quarto) lugar. E isso so aumenta o risco, como Simon bem colocou.

    Qual é a alternativa que nos usamos na flowing?

    A mesma que voce viou no filme piratas do silicon valley.

    Quando Steve Jobs foi a visitar Xeror Parc Place e viou o que o Alan Kay, Dan Ingalls e as outras lendas tinham feito com aquele Smalltalk-80 num computador (com mouse!!) ele simplesmente reconheceu que isso não era discutivel, que qualquer coisa que for ser feita tinha que ir por ai (interfase grafica + mouse, etc).

    Mas ele não copiou, ele robou! (ate que a Apple invistiou no Squeak um tempo mas depois abandonou smalltalk).

    Claro que não robou no sentido de quebrar a lei mas no sentido em que o Pablo Picasso falou: o artista bom copia, o artista extraordinario rouba.

    Por que não é roubar roubar e sim é pegar a alma do assunto e reinventar ela x10 melhor.

    No nosso contexto:

    Nos adoramos a 37Signals school of thougth e alguns ja falaram para nos que o que fazemos parece copiado, mas você não vai ver copiado nada dentro do nosso produto que seja um highrise ou um basecamp da vida.

    Tambem não vai achar que é temos coiado coisas de twitter nem do ballpark mas com certeza coisas que voce faz com esses sistemas todos vai poder fazer com o airflowing. Mas a missão dele é super contreta e differente de todos os que mencionei.

    Eu peguei a alma deles? em algumas coisas sim, mas simplificada e reinventada na forma que nós (criatividade local) achamos que ajuda mais na missão de meu produto particular.

    Ai que é chave a criatividade selectiva.

    E como usamos coisas que tem carateristicas de utilidade universal o assunto é util no Brasil e la fora namesma intensidade.

    Mas nos validamos isso com pessoas na rua.

    Porque ao final o que voce quer quando copia é a transferencia automática do beneficio da validação que o original ja teve.

    Quem decide copiar, decide não pagar o preço de validar o que inventa (porque acha que diminui o risco).

    Nos achamos meio ridículo isso porque isso tem muito mais risco copiar que pegar algo completamente inédito que está cobrindo um gap que ninguem tinha antes feito nada ao respeito mas que as pessoas validam ao ponto de pagar por isso.

    Isso é o que achamos que é mais valioso porque é a nossa ferramenta para aumentar nossa traction.

    E so far ta funcionando :)

    Reply
  79. Não sei pessoal… :/

    Yuri você sabe o quanto eu gosto da tuas colocações mas essa aqui duvido que “seja lida da forma certa” pelo povo.

    A gente acredita em criatividade local sim. So que criatividade seletiva (e por isso temos um blog trilingue que se chama exactamente assim, aqui: http://blog.flowingconcept.com).

    O problema é que copiar implica coisas que você desconhece por chegar em segundo (ou terceiro, ou quarto) lugar. E isso so aumenta o risco, como Simon bem colocou.

    Qual é a alternativa que nos usamos na flowing?

    A mesma que voce viou no filme piratas do silicon valley.

    Quando Steve Jobs foi a visitar Xeror Parc Place e viou o que o Alan Kay, Dan Ingalls e as outras lendas tinham feito com aquele Smalltalk-80 num computador (com mouse!!) ele simplesmente reconheceu que isso não era discutivel, que qualquer coisa que for ser feita tinha que ir por ai (interfase grafica + mouse, etc).

    Mas ele não copiou, ele robou! (ate que a Apple invistiou no Squeak um tempo mas depois abandonou smalltalk).

    Claro que não robou no sentido de quebrar a lei mas no sentido em que o Pablo Picasso falou: o artista bom copia, o artista extraordinario rouba.

    Por que não é roubar roubar e sim é pegar a alma do assunto e reinventar ela x10 melhor.

    No nosso contexto:

    Nos adoramos a 37Signals school of thougth e alguns ja falaram para nos que o que fazemos parece copiado, mas você não vai ver copiado nada dentro do nosso produto que seja um highrise ou um basecamp da vida.

    Tambem não vai achar que é temos coiado coisas de twitter nem do ballpark mas com certeza coisas que voce faz com esses sistemas todos vai poder fazer com o airflowing. Mas a missão dele é super contreta e differente de todos os que mencionei.

    Eu peguei a alma deles? em algumas coisas sim, mas simplificada e reinventada na forma que nós (criatividade local) achamos que ajuda mais na missão de meu produto particular.

    Ai que é chave a criatividade selectiva.

    E como usamos coisas que tem carateristicas de utilidade universal o assunto é util no Brasil e la fora namesma intensidade.

    Mas nos validamos isso com pessoas na rua.

    Porque ao final o que voce quer quando copia é a transferencia automática do beneficio da validação que o original ja teve.

    Quem decide copiar, decide não pagar o preço de validar o que inventa (porque acha que diminui o risco).

    Nos achamos meio ridículo isso porque isso tem muito mais risco copiar que pegar algo completamente inédito que está cobrindo um gap que ninguem tinha antes feito nada ao respeito mas que as pessoas validam ao ponto de pagar por isso.

    Isso é o que achamos que é mais valioso porque é a nossa ferramenta para aumentar nossa traction.

    E so far ta funcionando :)

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  80. Marcelobatah
    Mar 21

    http://www.byopass.com Um “SEM PARAR” NA PONTA DO SEU DEDO!

    Reply
  81. Marcelobatah
    Mar 21

    http://www.byopass.com Um “SEM PARAR” NA PONTA DO SEU DEDO!

    Reply
  82. Eduardo Lopes
    Sep 21

    Tai, apareceu mais gente para justificar o plágio que para apoiar a postura inovacional verdadeira. Sou pela inovação radical, que vira a mesa, que muda hábitos, que bate feio na mesmice e na dependência. Siga malhando nesta tecla meu caro Yuri. este link trata muito do tema: http://www.redepeabirus.com.br/redes/form/comunidadesusuario

    Reply
  83. Eduardo Lopes
    Sep 21

    Tai, apareceu mais gente para justificar o plágio que para apoiar a postura inovacional verdadeira. Sou pela inovação radical, que vira a mesa, que muda hábitos, que bate feio na mesmice e na dependência. Siga malhando nesta tecla meu caro Yuri. este link trata muito do tema: http://www.redepeabirus.com.br/redes/form/comunidadesusuario

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